O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), candidato ao governo de Minas Gerais, é questionado pelo uso, durante a campanha, de um avião pertencente ao empresário Advaldo José de Oliveira, de Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A aeronave também teria sido utilizada em viagens para Brasília, além de deslocamentos relacionados à disputa eleitoral.
O avião é um Beech G36 Bonanza, modelo de uso privado. Advaldo José de Oliveira atua no setor imobiliário de Patos de Minas e participa de empresas e empreendimentos ligados a loteamentos e imóveis. Em 2006, recebeu da Câmara Municipal o Título Honorífico de Cidadão Patense, conforme registro oficial do Legislativo municipal.
A relação do empresário com o município está entre os pontos considerados nos questionamentos sobre a utilização da aeronave pelo candidato. O caso ocorre em meio a outras acusações sobre o uso de aviões de empresários e aliados políticos em deslocamentos entre Minas Gerais e Brasília. Entre as aeronaves mencionadas está um Cessna pertencente ao empresário Roberto Altino, de Governador Valadares.
As informações foram atribuídas a um ex-deputado federal mineiro e, por si só, não comprovam irregularidade. Cleitinho construiu parte de sua imagem política defendendo austeridade e criticando gastos considerados excessivos por agentes públicos. O senador também costuma afirmar que faz de carro o trajeto entre Minas e Brasília.
Campanha e prestação de contas
O uso do avião ocorre durante a campanha de Cleitinho ao governo de Minas. Pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro indicou 37% das intenções de voto para o senador, que aparece na liderança dos levantamentos eleitorais mais recentes.
A prestação de contas da campanha também passou a ser observada em relação ao uso de aeronaves particulares e às informações divulgadas sobre as despesas eleitorais. A assessoria de Cleitinho foi procurada para esclarecer a utilização do avião e a relação com Advaldo José de Oliveira, mas não havia respondido até a publicação. O espaço permanece aberto.


