O Ministério de Estado da Justiça e Segurança Pública determinou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo. A decisão foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva em 18 de setembro e publicada nesta segunda-feira (21/9).
A investigação foi conduzida por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), concluído pela PF em julho deste ano. O relatório final foi divulgado em 21 de julho, mas a decisão definitiva cabia ao ministro da Justiça.
Eduardo Bolsonaro ingressou na PF em 2010, depois de ser aprovado em concurso público para o cargo de escrivão. O procedimento disciplinar foi aberto no início deste ano, após o fim de seu mandato de deputado federal, em 18 de novembro de 2025.
Sem o mandato, ele deveria ter retornado à função na PF, no Rio de Janeiro, o que não ocorreu. Desde fevereiro, estava afastado do cargo. Na decisão, o corregedor regional da PF no Rio também determinou a devolução da carteira funcional e da arma de fogo.
O ex-deputado mora nos Estados Unidos (EUA) desde fevereiro de 2025. Ao deixar o Brasil, justificou a mudança com a alegação de que buscava refúgio por causa de supostas perseguições políticas no país.


