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Esquema de cartões deixou comerciantes sem repasses após contratos com prefeituras

Três suspeitos foram presos em Goiás; investigação aponta prejuízo de R$ 800 mil em Barro Alto e atuação em 220 municípios.

Esquema de cartões deixou comerciantes sem repasses após contratos com prefeituras

A Polícia Civil de Goiás prendeu temporariamente três suspeitos de participar de um esquema que não repassava a comerciantes valores recebidos de prefeituras para administrar cartões de alimentação e refeição. A investigação aponta que o grupo atuou em 220 municípios de diferentes estados e provocou prejuízo de R$ 800 mil a comerciantes de Barro Alto, em Goiás.

O caso veio à tona depois que, em setembro do ano passado, a empresa responsável pelos cartões deixou de pagar estabelecimentos da cidade, embora tivesse recebido integralmente os recursos encaminhados pela prefeitura. Um dos comerciantes afirmou ter perdido R$ 200 mil.

Contratos e inadimplência

De acordo com a investigação conduzida pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), os investigados venceram centenas de licitações para administrar benefícios destinados a servidores. Nas concorrências, ofereciam descontos de 17%, que podiam alcançar 30,5%.

A Polícia Civil afirma que os administradores cobravam dos comerciantes valores inferiores aos preços reais e depois não conseguiam quitar os débitos. Para manter os pagamentos, novos contratos eram usados para cobrir atrasos anteriores. “Os valores dos novos contratos eram usados para cobrir repasses atrasados dos contratos anteriores”, explicou o delegado Murilo Freire.

Quando a entrada de novos municípios diminuiu, o sistema entrou em colapso, segundo a apuração. Para justificar a falta dos repasses, os responsáveis diziam aos comerciantes que a empresa havia sofrido um ataque hacker. Também alegavam que a Justiça de São Paulo já analisava um processo sobre a suposta fraude.

Os investigadores identificaram ocorrências semelhantes em Barueri, Limeira e na capital paulista, além de cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Os valores obtidos, conforme a polícia, foram distribuídos entre empresas e contas.

Além das prisões, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos investigados, incluindo seis imóveis em São Paulo. Eles responderão por apropriação indébita, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais. A ação teve apoio das polícias de São Paulo e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As identidades dos presos não foram divulgadas.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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