A energia elétrica residencial foi o item que mais contribuiu para aliviar o orçamento da classe média de Goiânia em agosto, com queda de 7,11%. O recuo ajudou a levar a inflação desse grupo a -0,24% no mês, enquanto a média da capital ficou em -0,22%.
O resultado foi influenciado principalmente pela habitação, que caiu 2,30%, e pelo transporte, com baixa de 0,52%. Os combustíveis para veículos ficaram 2,03% mais baratos. Artigos de limpeza também tiveram redução, de 0,83%.
O transporte público, por outro lado, subiu 0,87%. Na habitação, aluguel e taxas avançaram 0,28%, e consertos e manutenção registraram alta de 1,05%.
Pressão nos alimentos
Apesar da deflação no conjunto da inflação, a alimentação e bebidas aumentou 0,14% para as famílias de classe média. As frutas tiveram alta de 1,84%; farinhas, féculas e massas, de 0,94%; enlatados e conservas, de 0,75%; hortaliças e verduras, de 0,71%; e leites e derivados, de 0,70%. A carne subiu 2,19%.
Houve também itens em queda. Tubérculos, raízes e legumes ficaram 5,70% mais baratos, enquanto aves e ovos recuaram 1,19%. Sal e condimentos e panificados também registraram redução.
Educação acumula alta no ano
Os gastos com educação aumentaram 1,03% em agosto. Entre janeiro e agosto, a categoria acumulou alta de 7,30%, enquanto a inflação da classe média de Goiânia chegou a 3,08% no mesmo intervalo.
Os dados são do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), que divide as famílias de Goiânia em cinco grupos de renda para acompanhar a inflação. O terceiro quintil é utilizado como referência para a classe média. Em agosto, a queda desse grupo teve a mesma intensidade observada no quinto quintil, formado pelas famílias de maior renda.


