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Inquérito sobre Beatriz Winck é arquivado, mas pode ser reaberto com novas pistas

Desaparecida durante uma excursão a Aparecida, Beatriz nunca foi localizada; o marido morreu em 2025 sem saber o que ocorreu.

Inquérito sobre Beatriz Winck é arquivado, mas pode ser reaberto com novas pistas
Foto: Secretaria de Turismo de São Paulo

O inquérito sobre o desaparecimento de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck foi arquivado após anos de diligências sem resultado, informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo em 2024. A investigação pode ser retomada caso apareçam novas informações relevantes, mas o paradeiro da idosa continua desconhecido.

Delmar Winck, marido de Beatriz, morreu em novembro de 2025, aos 95 anos, sem descobrir o que havia acontecido com ela. Os dois eram casados havia décadas. Para o filho João Carlos Winck, ainda existe a esperança de esclarecer o destino da mãe, inclusive caso ela tenha morrido.

O desaparecimento completa 14 anos no próximo dia 21 de outubro. Beatriz tinha 77 anos quando sumiu durante uma excursão ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo. Ela estava acompanhada do marido e de outros integrantes da viagem.

Os minutos anteriores ao desaparecimento

Naquele domingo, Beatriz e Delmar estavam em uma loja de artigos religiosos dentro do complexo do Santuário. Delmar aguardava na fila para fazer uma compra, enquanto a mulher permaneceu do lado de fora. Quando ele deixou o estabelecimento, não a encontrou mais.

Pessoas que participavam da excursão relataram que Beatriz havia conversado com uma companheira de viagem. Uma das últimas informações conhecidas é que ela teria dito ter perdido o marido e estar cansada. A diferença entre o momento em que foi vista e a percepção de seu desaparecimento foi estimada em cerca de sete minutos.

Familiares e integrantes da excursão fizeram buscas pelo Santuário, mas não conseguiram localizá-la. O movimento intenso no local dificultou a reconstrução dos passos da idosa: estimativas da época indicavam a presença de cerca de 200 mil romeiros na região naquele domingo.

Outro problema foi a falta de imagens das câmeras que pudessem mostrar o caminho seguido por Beatriz. Segundo a família, os registros disponíveis eram apagados automaticamente e já não estavam armazenados quando foram solicitados para auxiliar a investigação.

Buscas mantidas pela família

Sem as imagens, a apuração dependeu principalmente de testemunhos, buscas e consultas a hospitais, casas de repouso e outras instituições. Ao longo dos anos, a família recebeu ligações e relatos sobre possíveis avistamentos. As informações foram verificadas, mas nenhuma levou à localização da idosa.

Delmar permaneceu por 49 dias em Aparecida acompanhando pessoalmente as buscas. Na época, afirmou: “Somos um incômodo. Tenho a impressão de que gostariam que já tivéssemos saído”. Também disse que continuava cobrando das autoridades respostas sobre o desaparecimento.

Os quatro filhos de Beatriz mantiveram a procura. Criaram páginas na internet, divulgaram fotografias, participaram de programas de televisão e viajaram por diferentes regiões do país em busca de informações. Mais de 60 mil cartazes de “procura-se” haviam sido distribuídos, conforme registro de 2024.

Em 2020, João Carlos Winck ainda dizia acreditar que poderia encontrar a mãe. Naquele momento, a família já tinha realizado dezenas de viagens pelo Brasil para verificar possíveis pistas. O material genético de familiares foi incluído no Banco Nacional de Perfis Genéticos, para eventuais cruzamentos caso sejam encontrados restos mortais ou outros materiais relacionados ao caso.

Até hoje, não houve esclarecimento sobre o que aconteceu com Beatriz.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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