A Polícia Civil indiciou o prefeito de Pontalina, Edson Guimarães de Faria, o filho dele e a secretária municipal Rita de Cássia Fernandes Morais Silva por desvio de bens e utilização indevida de serviços públicos. O caso envolve a produção de mourões destinados a uma plantação de 5 mil pés de pitayas na fazenda do prefeito.
Conforme documento do último dia 10 de setembro, a estrutura municipal teria sido usada para encomendar entre 800 e 1,5 mil postes de concreto, que serviriam como estacas na propriedade. A investigação também apura o emprego de mão de obra, materiais e recursos públicos na fabricação e na instalação dos postes.
Materiais apreendidos
No ano passado, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão na casa de Edson e de servidores suspeitos. Durante a operação, foram encontrados 475 mourões já fabricados. Testemunhas afirmaram que os postes foram feitos com areia, brita e cimento destinados à produção de manilhas do município.
Na ocasião, a delegada Tatiana Barbosa, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), declarou: “parte dos postes já estavam na fazenda do prefeito”. Segundo ela, também foi possível impedir que outras peças prontas, produzidas a mando do gestor, deixassem a fábrica da prefeitura.
Valores encaminhados à Justiça
A busca ainda localizou mais de R$ 9 mil na residência do prefeito, além de US$ 105 e 710 euros. Os valores foram depositados judicialmente no Tribunal de Justiça de Goiás. Já os autos do inquérito foram enviados à 1.ª Câmara Criminal do tribunal.
A prefeitura foi procurada por e-mail, mas não havia apresentado retorno até a divulgação das informações.


