A masturbação pode contribuir para o bem-estar, o conhecimento do próprio corpo e uma vida sexual mais confortável. Não há uma frequência considerada normal: o principal sinal de preocupação é quando a prática deixa de ser controlável, interfere na rotina ou provoca lesões.
Durante o orgasmo, o organismo libera ocitocina, prolactina, serotonina e dopamina, substâncias associadas à sensação de prazer e bem-estar. Jesús Rodríguez, diretor do Instituto Sexológico Murciano (ISM), afirma que a masturbação também produz efeitos ansiolíticos e pode ser benéfica para a saúde cardiovascular.
Possíveis efeitos no organismo
Entre os homens, a ejaculação faz a próstata atuar como glândula. Pesquisas associam a ejaculação regular a uma menor probabilidade de algumas infecções e doenças da próstata.
Nas mulheres, o orgasmo amplia a circulação sanguínea na região genital. Esse efeito pode ajudar a preservar mucosas, tecidos e o assoalho pélvico, além de aliviar cólicas menstruais.
A prática também pode reduzir a tensão e o estresse e favorecer uma relação mais confortável com o próprio corpo. Como não envolve parceiro sexual, não oferece risco de gravidez nem de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Sinais de que o hábito pode ser um problema
A quantidade de vezes, isoladamente, não determina a existência de um problema. Merecem atenção a sensação de não conseguir controlar o comportamento e a realização da prática em situações inadequadas, como locais públicos, no trabalho ou em sala de aula.
Outros sinais são a dificuldade de passar períodos mais longos sem se masturbar, além de irritação, inchaço, inflamação, vermelhidão e outras lesões na região genital. Dores ou incômodos nas mãos e nos punhos também podem surgir em razão do excesso.
Relação com a fertilidade
Para o urologista Patricio C. Gargollo, da Mayo Clinic, é improvável que a masturbação prejudique a fertilidade masculina. Alguns dados indicam que a qualidade ideal do sêmen pode ser alcançada após dois ou três dias sem ejaculação. Ao mesmo tempo, pesquisas apontam que homens com produção normal de espermatozoides podem manter concentração e motilidade adequadas mesmo com ejaculação diária.
Os espermatozoides têm ciclo de vida de cerca de 74 dias, independentemente de serem eliminados ou não. Assim, não existe uma frequência ideal universal. O hábito varia entre as pessoas e pode mudar ao longo da vida; na velhice, pode aumentar para algumas e diminuir para outras.


