A cantora portuguesa Patrícia Ribeiro, de 44 anos, afirma que a recuperação de uma cirurgia de redesignação sexual levou aproximadamente um ano e terminou com uma nova descoberta sobre o próprio corpo: sua primeira experiência de orgasmo após o procedimento.
Realizada há cerca de 20 anos, a cirurgia fez de Patrícia a primeira mulher trans a passar pelo procedimento no Serviço Nacional de Saúde de Portugal. A operação aconteceu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com o médico João Décio Ferreira.
Recuperação prolongada
O procedimento durou mais de dez horas, e a cantora permaneceu internada por quase dois meses. Ela descreveu o processo como doloroso e relatou complicações no canal vaginal, que levaram à necessidade de uma nova intervenção cirúrgica.
A etapa posterior incluiu o uso de dilatadores de diferentes tamanhos. Ao comentar o período, Patrícia afirmou: “Foram mais de 10 horas de cirurgia e fiquei internada quase dois meses”.
A recuperação completa veio depois de um longo processo. Ao fim desse período, a cantora contou ter sentido um orgasmo que classificou como intenso e associado a uma nova maneira de experimentar o prazer. “E tudo é uma descoberta, e uma nova forma de prazer”, declarou.
Contestação a um mito
Patrícia também rejeitou a ideia de que mulheres trans não possam sentir prazer sexual depois da cirurgia. Para ela, essa afirmação não corresponde à experiência que viveu.
A cantora disse que o relato busca contrariar informações incorretas sobre a sexualidade de mulheres trans após procedimentos de afirmação de gênero. Sua experiência, conforme descreveu, envolve tanto as dificuldades da recuperação quanto a possibilidade de descobrir novas formas de prazer depois da cirurgia.


