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Ventilador, telas e limpeza da água ajudam a reduzir pernilongos

Anvisa diz que misturas caseiras com citronela, andiroba e cravo não têm eficácia comprovada contra mosquitos.

Ventilador, telas e limpeza da água ajudam a reduzir pernilongos
Foto: Reprodução

A eliminação de recipientes com água acumulada é uma das principais medidas para reduzir a presença de muriçocas e pernilongos em casa. Vasos, pratinhos de plantas, baldes, brinquedos, calhas, pneus e outros objetos deixados no quintal podem servir de criadouro. O Ministério da Saúde recomenda esvaziar esses recipientes, limpá-los e manter reservatórios tampados.

A vistoria deve ser reforçada depois das chuvas, já que pequenas quantidades de água podem permitir a reprodução de algumas espécies. A orientação é verificar semanalmente o quintal e as áreas próximas à residência.

O que pode ajudar dentro de casa

O ventilador também pode reduzir a aproximação dos mosquitos. Como eles têm voo relativamente fraco, a corrente de ar dificulta o deslocamento e pode atrapalhar a localização das pessoas. Um estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, recomenda o equipamento inclusive em áreas externas.

O vento deve ser direcionado para o local onde as pessoas permanecem, sobretudo para pernas e pés, que costumam ficar descobertos. Na varanda ou no quintal, melhorar a circulação do ar pode tornar o espaço menos favorável aos insetos. Estudos da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, associam a preferência dos mosquitos a áreas protegidas, úmidas e com pouca movimentação de ar.

Podar o excesso de vegetação e posicionar um ventilador perto de quem está no ambiente são alternativas citadas para diminuir a aproximação.

Telas em portas e janelas funcionam como barreira para impedir a entrada dos insetos. O mosquiteiro oferece proteção durante o sono e é recomendado pelo Ministério da Saúde junto com as telas. É necessário conferir se não há rasgos ou aberturas e ajustar bem o mosquiteiro ao redor da cama.

Calor acelera o ciclo dos insetos

O Cimehgo registrou temperaturas entre 33ºC e 37ºC em Goiânia nos últimos dias. De acordo com o biólogo Edson Abrão, o calor acelera o metabolismo dos mosquitos e, associado à umidade, reduz o tempo de desenvolvimento das larvas.

“O pernilongo tem uma vida mais ativa no verão”, afirma Abrão. Apenas as fêmeas picam seres humanos, porque precisam do sangue para obter nutrientes destinados às larvas.

Cuidado com receitas caseiras

A Anvisa informa que produtos apresentados como naturais, feitos com citronela, andiroba, limão ou óleo de cravo, não têm eficácia comprovada como repelentes. A mesma falta de comprovação se aplica a queimar pó de café ou colocar cravo-da-índia em limão.

Velas, incensos, odorizantes e outros itens também não são aprovados pela agência apenas por serem vendidos como naturais. Há produtos regularizados que contêm substâncias repelentes, mas uma mistura preparada em casa não deve ser considerada equivalente a um produto testado e registrado.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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