GOIÁS — A mobilização anunciada por empresas e trabalhadores da revenda de gás de cozinha deve alcançar cerca de oito mil funcionários em todo o país. O movimento está previsto para a próxima segunda-feira (21) e inclui a concentração de caminhões diante das companhias distribuidoras, de acordo com Zenildo Dias do Vale, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás).
A entidade calcula que aproximadamente 35 milhões de botijões de 13 quilos, conhecidos como P13, possam ser afetados pela paralisação. A iniciativa é dirigida a distribuidoras como Copa Energia, Ultragaz, Nacional Gás, Supergasbras e Consigaz.
Reajuste e preço ao consumidor
O Sinergás afirma que as distribuidoras elevaram entre R$ 4 e R$ 8 o preço do botijão de 13 kg. Em Goiás, o produto é vendido, em média, por R$ 130. O aumento ocorreu depois de um reajuste da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no início de setembro.
Zenildo Dias do Vale atribui às companhias de gás a responsabilidade pelo acréscimo e cobra transparência sobre a definição dos valores. Em Goiás, segundo ele, são comercializados cerca de 70 mil botijões por dia, volume que chega a uma média de 2 milhões por mês.
O sindicato também informou que pretende encaminhar pedidos de investigação ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal (PF), ao Ministério de Minas e Energia e à ANP. O objetivo é apurar o que a entidade considera um possível aumento abusivo.


