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Operação prende 11 suspeitos de agiotagem e aponta morte após cobranças no DF

Polícia Civil afirma que grupo cobrava juros de até 20% ao mês e movimentou R$ 10 milhões em oito meses.

Operação prende 11 suspeitos de agiotagem e aponta morte após cobranças no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 11 suspeitos de integrar uma organização criminosa que oferecia empréstimos com juros de até 20% ao mês e recorria a ameaças para cobrar os devedores. A operação cumpriu 47 mandados judiciais no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins, incluindo 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 bloqueios financeiros. Um dos alvos ainda não foi localizado.

A investigação começou após a morte, em março de 2025, de um comerciante de 68 anos que trabalhava na Feira dos Goianos, em Taguatinga. Segundo a Polícia Civil, ele havia contraído um empréstimo com agiotas e passou a sofrer intensa pressão psicológica por não conseguir quitar a dívida. Semianalfabeto, usava o celular e a conta bancária de familiares para negociar parcelas diárias e tentar preservar o negócio da família.

Depois da morte, os criminosos teriam transferido as cobranças para a filha do comerciante. A jovem recebeu mensagens e áudios com ameaças graves e foi pressionada a assumir os débitos deixados pelo pai. Em uma das gravações apreendidas, uma das suspeitas afirma: “Vou encher a sua cara de bala”.

A polícia identificou dois núcleos envolvidos nas cobranças que atingiram o comerciante. Um deles era formado por colombianos e já havia sido alvo de uma operação no ano passado. A ação realizada nesta quinta-feira (10) teve como foco o segundo grupo, composto por brasileiros que atuavam no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins.

De acordo com os investigadores, a organização movimentou R$ 10 milhões em oito meses. Os empréstimos eram cobrados diariamente, com juros considerados abusivos pela investigação. Para ocultar a origem dos recursos, os suspeitos utilizavam contas bancárias de familiares e empresas.

Durante a operação, foram apreendidos oito carros de luxo, celulares, dinheiro, 10 armas de fogo e grande quantidade de munições. Também foram encontrados áudios atribuídos a integrantes do grupo, incluindo duas mulheres apontadas como responsáveis por parte das ameaças. Os investigadores localizaram ainda vídeos de ostentação do dinheiro obtido com os empréstimos.

Entre os presos está José Luiz Silva Sá, sargento reformado da Polícia Militar de Goiás. A Polícia Civil afirma que ele integrava o braço armado da organização e usava armas de fogo para intimidar pessoas que não conseguiam pagar. A estrutura investigada era dividida entre concessão de empréstimos, cobrança e intimidação.

Os suspeitos são investigados por extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. Ao término da apuração, o Ministério Público deverá avaliar quais acusações poderão constar de eventual denúncia à Justiça.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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