A Polícia Civil divulgou imagens de um relógio e de uma camisa do São Paulo na tentativa de identificar uma pessoa cuja ossada foi encontrada dentro de uma mala vermelha em uma estrada de chão entre Senador Canedo e Bonfinópolis, em Goiás. Os restos mortais estavam acompanhados de objetos que podem ser reconhecidos por familiares ou conhecidos da vítima.
O material foi localizado na tarde de sexta-feira (11) por um caminhoneiro que fazia uma entrega de esterco na região. O homem procurou ajuda depois de encontrar a bagagem, mas teve de seguir até uma delegacia porque não havia sinal de telefonia celular no local.
“Ele viu que tinha ossos em volta da mala também”, relatou o delegado Adriano Jaime Carneiro, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Senador Canedo. O entregador prestou depoimento, e um inquérito foi instaurado.
Objetos podem auxiliar no reconhecimento
A perícia estima, de forma preliminar, que a morte tenha ocorrido há pelo menos seis meses. Para os investigadores, o crime pode ter acontecido em outro lugar, com o corpo levado posteriormente para a área onde foi encontrado.
Segundo Adriano Jaime Carneiro, a ossada provavelmente foi colocada na mala depois de o corpo ser esquartejado. A bagagem estava aberta, sem a tampa, e os restos mortais foram envolvidos em um edredom.
Entre os itens recolhidos está um relógio Citizen Eco-Drive cronógrafo, de aço inoxidável, avaliado em cerca de R$ 4 mil. Também foi encontrada uma camisa de futebol do São Paulo, estimada em R$ 450. A Polícia Civil considera que roupas e acessórios podem ser cruzados com registros de pessoas desaparecidas.
“Provavelmente o corpo foi esquartejado e colocado dentro da mala”, afirmou o delegado.
No mesmo dia, um corpo não identificado foi encontrado dentro de uma mala em um lote baldio do Residencial Florença, em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. A vítima estava em avançado estado de decomposição. Embora os casos tenham características semelhantes, Adriano Jaime descarta, neste momento, uma relação entre as ocorrências. As investigações seguem separadamente.

