A Polícia Civil divulgou imagens de um relógio e de uma camisa do São Paulo para tentar identificar uma pessoa cuja ossada foi encontrada dentro de uma mala vermelha, em uma estrada de chão entre Senador Canedo e Bonfinópolis. Os restos mortais estavam acompanhados de um relógio avaliado em cerca de R$ 4 mil e de uma camisa estimada em R$ 450.
A perícia avalia preliminarmente que a vítima tenha sido morta há pelo menos seis meses. Para os investigadores, o crime aconteceu em outro local e o corpo foi levado à região. O delegado Adriano Jaime Carneiro, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Senador Canedo, afirmou que a mala estava aberta e que o corpo havia sido enrolado em um edredom. A suspeita é de que a vítima tenha sido esquartejada antes de ser colocada no objeto.
Objetos são usados na busca por identificação
O relógio é um Citizen Eco-Drive cronógrafo, de aço inoxidável. A camisa de futebol do São Paulo e o acessório podem ser comparados com informações de pessoas desaparecidas. Como a identidade ainda não foi confirmada, a Polícia Civil espera que familiares ou conhecidos reconheçam algum dos pertences.
A ossada foi localizada por um caminhoneiro que entregava esterco na região. Ao perceber que havia ossos também ao redor da mala, ele tentou acionar a Polícia Militar, mas não conseguiu contato porque não havia sinal de telefonia celular. Depois, foi pessoalmente à delegacia, onde prestou depoimento.
O entregador foi ouvido, e um inquérito foi instaurado. A investigação aguarda os exames periciais para obter elementos sobre a identidade da vítima e as circunstâncias da morte. Informações sobre o relógio ou a camisa podem ser encaminhadas à Polícia Civil.
Outro caso é investigado separadamente
No mesmo dia, uma segunda vítima foi encontrada dentro de uma mala em um lote baldio do Residencial Florença, em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. A pessoa ainda não havia sido identificada e o corpo apresentava avançado estado de decomposição.
Embora os dois episódios tenham características semelhantes, Adriano Jaime descartou, neste momento, que exista ligação entre eles. As ocorrências são apuradas separadamente.


