SENADOR CANEDO — Uma ação da Força Tática terminou com a prisão em flagrante de um homem de 37 anos e a apreensão de 283 tabletes de maconha em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. A droga estava escondida dentro de uma caixa-d’água instalada em um galpão nos fundos de uma casa, no Residencial Hebron. Uma balança de grande porte também foi localizada no imóvel.
A operação começou após uma mulher procurar o WhatsApp funcional de um batalhão da Polícia Militar. Inicialmente, ela disse que vinha sendo ameaçada pelo ex-companheiro. Em seguida, informou aos policiais que ele poderia estar envolvido com o tráfico de drogas, teria uma arma e indicou o endereço em que o entorpecente estaria armazenado.
Com as informações, os policiais foram até o imóvel e encontraram o suspeito durante a busca no galpão. Conforme o relato registrado pela PM, o homem afirmou que sabia que o material era maconha, mas disse que apenas guardava a droga para outra pessoa. Ele declarou ainda que receberia R$ 5 mil pelo serviço e que o suposto proprietário do entorpecente havia sido preso cerca de duas semanas antes, sem que alguém tivesse ido buscar o material.
Segundo a Polícia Militar, o homem tem passagem por tráfico de drogas no estado de São Paulo. Ele foi encaminhado à Delegacia de Senador Canedo junto com a droga apreendida. A corporação informou que o suspeito vivia na casa com a esposa e os filhos.
Investigação sobre as ameaças
A PM ainda não esclareceu se o preso é o mesmo homem apontado pela denunciante como autor das ameaças. Também não foi determinado se o suposto ex-companheiro seria o responsável pela maconha ou teria ligação com o detido.
A mulher não voltou a procurar os policiais depois da apreensão. Ela foi orientada a registrar formalmente a denúncia de violência e a buscar uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) para solicitar, se necessário, uma medida protetiva.
A orientação da Polícia Militar para pessoas ameaçadas é procurar ajuda o quanto antes. Em emergências, o contato pode ser feito pelo 190. A corporação também informou que seus batalhões têm canais de WhatsApp para receber informações e que viaturas podem ser acionadas para verificar situações de risco.


