RIO DE JANEIRO — A investigação da Polícia Civil de Goiás estima que mais de mil pessoas tenham sido lesadas pelo influenciador digital Bruno Donato Maffei, preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A suspeita é que ele tenha mantido golpes por pelo menos 10 anos, usando diferentes perfis nas redes sociais.
Maffei, de 39 anos, foi detido na noite de terça-feira, 22, no centro do Rio de Janeiro. A prisão é preventiva e foi solicitada pela polícia de Goiás, sob o argumento de que, em liberdade, o investigado poderia abrir novas contas e continuar cometendo delitos. A Justiça autorizou a medida. Como não há prazo limite para esse tipo de prisão, ele pode permanecer detido enquanto o caso tramita.
Venda de bolsas
De acordo com a delegada Lara Soares, da Delegacia de Investigação Criminal (Deic) da Polícia Civil de Goiás, o investigado anunciava bolsas de luxo e outros artigos por valores inferiores aos praticados no mercado. Após receber os pagamentos, porém, não enviava os produtos aos compradores.
Uma vítima de Goiás pagou R$ 6 mil por uma bolsa há cerca de um ano e meio. Ao perceber que não receberia a mercadoria, registrou um boletim de ocorrência, o que deu início à apuração do caso.
Durante o andamento da investigação, a polícia identificou indícios de que Maffei repetia o procedimento com vítimas de diferentes partes do Brasil, alternando os perfis usados para anunciar os produtos. Ele também já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão em uma investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre uma denúncia de estelionato contra outra vítima do estado.


