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Prisão preventiva é decretada após jovem retomar ataques com perfis falsos em Luziânia

Investigação aponta ameaças, difamação e uso de inteligência artificial para simular a voz de uma vítima em áudio ofensivo.

Prisão preventiva é decretada após jovem retomar ataques com perfis falsos em Luziânia
Foto: Vídeo: Divulgação/PCGO

A prisão preventiva de uma jovem de 18 anos foi cumprida pela Polícia Civil de Goiás depois que ela teria retomado ataques contra o ex-namorado, a companheira dele e familiares, mesmo sob medidas cautelares. A decisão judicial ocorreu após a identificação de novos perfis e de outro aparelho celular usados nas ações investigadas.

A detenção aconteceu na última terça-feira (22), em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. O caso está sob responsabilidade da 5ª Delegacia Regional de Polícia. Conforme o delegado Rony Loureiro, a análise dos aparelhos eletrônicos e das contas permitiu vincular à jovem os perfis empregados contra as vítimas.

As restrições impostas anteriormente proibiam o contato com as pessoas envolvidas e a abertura de novas contas nas redes sociais. Elas foram determinadas depois de uma operação de busca e apreensão realizada em agosto. Ainda assim, a investigação afirma que a jovem obteve acesso a outro celular, criou um novo perfil e voltou a agir.

“Em caso de descobrimento, ela seria presa preventivamente, foi o que aconteceu”, afirmou Rony Loureiro. A Polícia Civil não informou o número total de contas abertas, mas encontrou diversos perfis falsos no TikTok, Instagram e Facebook. Os investigadores também não divulgaram quais procedimentos técnicos foram usados para localizar as contas, incluindo eventual quebra de endereço de IP.

A perseguição teria começado depois do fim do relacionamento. Segundo a apuração policial, a jovem procurava contas abertas de pessoas ligadas ao ex-namorado, entre elas pais, tios e primos. Por esses canais, teriam sido enviados conteúdos ofensivos, ameaças e intimidações. O caso também reúne suspeitas de difamação e violência psicológica.

Um dos episódios envolve inteligência artificial. A ferramenta teria sido usada para reproduzir a voz de uma vítima em uma gravação que simulava uma oferta de serviços de prostituição. A pessoa cuja voz aparece no áudio não teria feito a oferta. Para a investigação, o material foi produzido com o objetivo de atingir a imagem da vítima e ampliar os ataques.

A Polícia Civil investiga possíveis crimes de perseguição majorada, violência psicológica contra a mulher, difamação, injúria, ameaça e falsa identidade. A jovem permanece à disposição da Justiça.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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