Cultura com voz
Brasil

Rifa ajuda entregadora a manter despesas enquanto acompanha filha em tratamento

Flaviana Magda Santos Silva reduziu as entregas após a filha Luna passar por cirurgia e precisar de acompanhamento médico em Goiânia.

Rifa ajuda entregadora a manter despesas enquanto acompanha filha em tratamento
Foto: Divulgação

A renda da entregadora por aplicativo Flaviana Magda Santos Silva foi reduzida depois que a filha, Luna Santos Liberato, precisou passar por uma cirurgia e continuar sob cuidados médicos. Para custear as despesas da família e do pós-operatório, Flaviana passou a divulgar uma rifa, com números a R$ 15 e pagamento pelo Pix 62 9139-9091.

Luna tem sete meses, foi diagnosticada com hidrocefalia e apresenta déficit motor leve no lado esquerdo do corpo. A bebê passou por uma nova cirurgia no Hospital Infantil de Campinas, em Goiânia, no dia 25 de setembro. Os documentos médicos registram a realização de uma terceiroventriculostomia e de uma cranioplastia.

Trabalho reduzido

Mãe solo de três meninas, Flaviana afirma que há cerca de sete dias não consegue manter o ritmo de trabalho anterior. Durante a semana, quando uma vizinha pode ficar com Luna, ela faz entregas de comida das 19h às 22h. Aos sábados e domingos, tenta trabalhar por mais horas, mas depende das condições de saúde da filha.

A rifa terá sorteio no dia 31 de outubro e oferece prêmio de R$ 100,00. Na divulgação, Flaviana explica que precisa permanecer ao lado da bebê e, por isso, está temporariamente sem a renda que usava para as despesas domésticas e médicas.

“Estamos vivendo mais um momento de muita preocupação e incerteza, mas sigo firme ao lado dela, acreditando que tudo vai ficar bem”, escreveu Flaviana.

Além de Luna, Flaviana é mãe de duas meninas, de 17 e 7 anos. Ela diz que precisa conciliar o acompanhamento da bebê com a busca por alguma fonte de renda.

Histórico médico

Luna passou por uma cirurgia ainda durante a gestação, depois que médicos identificaram, no sétimo mês de gravidez, uma alteração provocada pelo acúmulo excessivo de líquido no cérebro. Na ocasião, foi implantado um shunt para drenar o líquido e tentar preservar o desenvolvimento neurológico da criança.

Desde então, a família enfrenta uma rotina de consultas, exames, cirurgias e acompanhamento médico. Relatório do HC-UFG aponta aumento progressivo do perímetro cefálico, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e necessidade de acompanhamento multidisciplinar.

Em evolução médica de 29 de setembro, Luna aparece descrita em período pós-operatório, acordada e ativa, respirando em ar ambiente, sem febre e com oxigenação satisfatória. O documento registra ainda déficit motor leve à esquerda.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.