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Em “Corrida Contra o Tempo”, urgência e perseguição não sustentam o thriller

Filme de Kevin Macdonald acompanha uma promotora forçada a matar uma testemunha para tentar salvar o filho sequestrado.

Em “Corrida Contra o Tempo”, urgência e perseguição não sustentam o thriller

A premissa de “Corrida Contra o Tempo” combina sequestro, contagem regressiva e perseguição policial, mas o filme não consegue transformar esses elementos em tensão contínua. Disponível no Prime Video, o thriller dirigido por Kevin Macdonald acompanha Maia Marten, interpretada por Gal Gadot, uma advogada promotora e mãe solo que recebe a notícia de que o filho foi sequestrado.

O responsável pelo crime, cuja voz é dada por Damian Lewis, impõe uma condição: Maia precisa assassinar Radian Tafa, personagem de Phoenix Di Sebastiani e testemunha-chave de um julgamento mantido sob forte segurança em um hotel de Londres. A missão precisa ser cumprida em uma hora. Armada com um revólver, a protagonista atravessa quase dez quilômetros a pé, enquanto tenta evitar transeuntes e vizinhos e permanece sob monitoramento constante.

Uma contagem regressiva sem tensão

Noah, vivido por Rory Wilmot, sofre de diabetes. Para pressionar Maia, o sequestrador coloca o garoto em coma induzido. A protagonista, ao mesmo tempo em que procura chegar ao destino indicado, tenta encontrar uma maneira de reverter a situação. A investigação transforma Maia em alvo da polícia local e amplia a incerteza sobre seu futuro.

O roteiro de Mark Gibson reúne frases prontas e uma história pregressa que não contribui para aprofundar o conflito. A narrativa se apoia em mecanismos já conhecidos do cinema e da televisão, sem buscar uma forma própria de conduzir a urgência. O diretor Kevin Macdonald, que recebeu o Oscar de Melhor Documentário por “Munique, 1972: Um Dia em Setembro”, conduz o material sem encontrar uma dimensão de entretenimento capaz de compensar a previsibilidade.

A tentativa de combinar drama psicológico e suspense de ação também compromete o resultado. O filme alterna entre uma lentidão marcada pelo cansaço e uma aceleração constante, sem estabelecer um ritmo estável. A montagem de Anthony Dod Mantle é apontada como parte central desse desequilíbrio, ao organizar uma sucessão de elementos que não se articulam de maneira convincente.

Personagens reduzidos a funções

Gadot procura expressar o sofrimento de uma mãe diante do sequestro do filho, mas a atuação não produz emoção palpável. A personagem passa longos trechos correndo pelas ruas de Londres, enquanto Lewis, Wilmot e Alfred Enoch permanecem presos a construções convencionais. O elenco não encontra material suficiente para deslocar a trama de seus papéis funcionais.

Com 84 minutos, o longa não se prolonga, mas a duração não elimina a sensação de desgaste. A resolução aposta em uma reviravolta considerada distante da realidade e leva a suspensão da descrença a um limite que enfraquece o desfecho. Em vez de reorganizar os acontecimentos, a conclusão reforça a falta de coerência que atravessa a produção.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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