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Arte Pará 2026 reúne Maria José Batista, Lúcia Gomes e Carol Abreu

Artistas visuais integram os 25 selecionados para a mostra, que será aberta em 5 de novembro no Museu do Estado do Pará.

Arte Pará 2026 reúne Maria José Batista, Lúcia Gomes e Carol Abreu

Maria José Batista, Lúcia Gomes e Carol Abreu estão entre os 25 artistas selecionados para o Arte Pará 2026, mostra que será aberta em 5 de novembro no Museu do Estado do Pará (MEP), no Centro Histórico de Belém. A exposição é promovida pelo Grupo Liberal, coordenada pela Fundação Romulo Maiorana e tem curadoria da artista visual Keyla Sobral.

A edição de 2026 será realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da Phebo e da Vale. A artista plástica Carmen Sousa será a grande homenageada e terá uma sala dedicada exclusivamente à sua produção.

Trajetórias ligadas ao Arte Pará

Criado em 1982, o Arte Pará mantém uma relação direta com a participação de mulheres em sua história. Dona Déa Maiorana esteve ao lado de Romulo Maiorana, idealizador e fundador do Grupo Liberal, na concretização da proposta de criar um espaço voltado à valorização e à divulgação da produção artística do Pará e da Amazônia.

Maria José Batista, 64 anos, atua no mundo das artes desde 1997 e participará pela quarta vez do evento. Sua primeira participação ocorreu em 2005, quando recebeu o Prêmio Aquisição. Depois, teve uma obra selecionada e participou como artista convidada. Nesta edição, foi escolhida por meio do edital do Arte Pará 2026.

A artista trabalha com pintura, escultura, objetos e intervenções, entre outras linguagens. Suas obras partem da observação do cotidiano, das cenas do bairro, da cidade onde mora e das experiências e histórias dos ribeirinhos. “Gosto de experimentar e de explorar diferentes materiais e suportes”, afirma Maria José.

Lúcia Gomes, 60 anos, nasceu em Belém e vive há 10 anos em Quatipuru, no nordeste do Pará. Atua com arte desde 1994, quando realizou sua primeira exposição individual na Galeria João Pinto. Seu trabalho inclui performance, happening, interferência artística, intervenção urbana e ação interativa.

A artista já havia sido selecionada para o Salão Arte Pará. Para ela, a mostra funciona como estímulo à criação e à produção artística na Amazônia. Seus processos podem começar com uma ideia, uma palavra, um desenho, um sonho ou uma reação diante de uma injustiça. Entre os trabalhos mencionados por Lúcia está “Salão das Águas”, em que transportou um barco pesqueiro para o Lixão do Aurá por 48 horas antes de devolvê-lo ao rio Guamá.

Memória, música e criação

Carol Abreu, 43 anos, é belenense e trabalha no campo das artes visuais em diálogo com música, sonoridades, memória, audiovisual, fotografia e design. A relação com a criação artística foi marcada pelo ambiente familiar: sua mãe, Fátima Abreu, é filha do projecionista de cinema Fausto Nonato, e seu pai, Aldemário Abreu, era colecionador de música.

A pesquisa de Carol também se desenvolve a partir do Studio Som Jolie, sala de música de seu pai. Depois da morte de Aldemário Abreu, em 2020, ela passou a investigar o espaço, o acervo e os registros sonoros que encontrou ali. Entre eles estavam fitas K7 identificadas com seu nome, contendo gravações de momentos de sua infância, como o primeiro choro, cantorias e celebrações familiares.

Essas gravações integram o processo de criação da artista, que busca transformar o Studio Som Jolie em um espaço de memória, escuta, encontro e criação coletiva. Carol participou de uma seleção do Arte Pará quando ainda estava na graduação, por volta de 2006, com uma obra audiovisual de experimentação em vídeo. Vinte anos depois, retorna à mostra com uma obra interativa.

A nova participação, segundo a artista, também retoma sua investigação sobre a relação de Belém com as aparelhagens, a circulação informal de músicas e a presença do rádio na formação cultural local.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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