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“Drácula de Bram Stoker” combina romance, horror e invenção visual

Dirigido por Francis Ford Coppola, o filme de 1992 transformou a lenda do vampiro em um romance gótico de forte elaboração visual.

“Drácula de Bram Stoker” combina romance, horror e invenção visual

Um Drácula moldado pelo cinema

Dirigido por Francis Ford Coppola, “Drácula de Bram Stoker” revisita a lenda do vampiro a partir de uma combinação de horror, romance, religião, desejo e tragédia. Lançado em 1992, o filme se distancia de uma adaptação convencional do livro escrito por Bram Stoker em 1897 e constrói uma experiência marcada pelo excesso visual e pela teatralidade.

A história acompanha Jonathan Harker, interpretado por Keanu Reeves, um advogado enviado à Transilvânia para auxiliar o Conde Drácula em uma negociação imobiliária. Ao ver uma fotografia de Mina Murray, noiva de Harker, o personagem acredita reconhecer nela o amor que perdeu séculos antes. Interpretada por Winona Ryder, Mina se torna o centro da obsessão que leva Drácula a Londres e coloca o casal, além de Lucy, vivida por Sadie Frost, no caminho do professor Abraham Van Helsing, papel de Anthony Hopkins.

O Conde é interpretado por Gary Oldman, que assume diferentes aparências ao longo do filme: um aristocrata envelhecido, uma figura elegante e sedutora, uma criatura animalesca, um morcego e um monstro. A caracterização também preserva uma dimensão trágica, ao apresentar Drácula como um homem condenado a atravessar os séculos carregando uma paixão que não conseguiu abandonar.

Efeitos diante da câmera

A elaboração visual foi um dos eixos centrais do projeto. Em vez de depender principalmente dos efeitos digitais que começavam a ganhar espaço em Hollywood, Coppola recorreu a projeções, miniaturas, múltiplas exposições, cenários, truques de perspectiva, sombras, maquiagem e efeitos realizados diretamente diante da câmera. Roman Coppola, filho do diretor, participou dessa abordagem, que envolveu pesquisas sobre técnicas empregadas nas primeiras eras de Hollywood.

A sombra de Drácula se move de modo independente do corpo; um trem atravessa uma paisagem enquanto olhos gigantes aparecem no céu; e uma névoa verde invade um quarto até adquirir forma. Esses recursos não buscam reproduzir a realidade de maneira naturalista. Eles organizam um mundo visual próprio, baseado em objetos, tecidos, fumaça, luz, maquiagem e sombras.

Eiko Ishioka também teve papel decisivo na construção desse universo. Os figurinos foram concebidos para ter importância equivalente à dos cenários. A armadura vermelha de Drácula sugere músculos expostos, enquanto o traje vermelho usado pelo Conde envelhecido aproxima o personagem de uma entidade religiosa. Vestidos e acessórios acrescentam símbolos à narrativa.

Reconhecimento e permanência

Na cerimônia do Oscar de 1993, o filme recebeu quatro indicações e venceu três: Melhor Figurino, para Eiko Ishioka, Melhor Maquiagem e Melhor Edição de Efeitos Sonoros. Também concorreu na categoria de direção de arte.

Produzido por cerca de US$ 40 milhões, “Drácula de Bram Stoker” estreou nos Estados Unidos em 13 de novembro de 1992. Arrecadou aproximadamente US$ 30,5 milhões no primeiro fim de semana e encerrou a passagem pelos cinemas com cerca de US$ 82,5 milhões nos Estados Unidos e no Canadá. A bilheteria mundial chegou a US$ 215,8 milhões.

A trilha de Wojciech Kilar amplia a dimensão dramática da obra, com corais, metais e um tema associado à presença do Conde. Nos créditos finais, Annie Lennox interpreta “Love Song for a Vampire”.

A recepção registrada atualmente no Rotten Tomatoes é de 69% entre os críticos e 79% entre o público. O filme também passou a ser visto sob outra perspectiva com o tempo: o que poderia parecer excessivo em 1992 tornou-se parte de sua identidade. Sua combinação de romance gótico, erotismo, sangue e invenção artesanal mantém a obra associada a uma forma de cinema que privilegia a textura e a transformação visual.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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