Uma força sombria adormecida há gerações altera os rumos de uma eleição em Furnas Fundas, cidade onde famílias, amigos e vizinhos entram em conflito pelo futuro do município. Essa é a premissa de Furnas Fundas: Uma fábula gótica brasileira, dirigido por Beto Marquez e baseado em uma história original de Reinaldo Moraes.
A trama acompanha Bartira e uma gangue formada por pessoas marginalizadas pela comunidade. Quando a violência da campanha desperta a ameaça, cabe a esse grupo impedir que a cidade seja transformada em um banho de sangue. O filme articula acontecimentos reconhecíveis da vida política com elementos fantásticos, sem abandonar o humor.
Referências e ponto de partida
A produção reúne referências de Incidente em Antares, de Érico Veríssimo, da ideia de mortos que retornam não como figuras de horror, mas como comentário, e da sátira de tom ácido e cômico do cartunista Angeli. A anarquia presente no texto original de Reinaldo Moraes também integra a concepção do longa.
Beto Marquez afirma que o projeto surgiu durante a pandemia, quando observou um país mais concentrado na escolha de lados do que no enfrentamento dos próprios problemas. “A partir disso, surgiu a vontade de contar uma história que não fosse sobre partidos, mas sobre comportamento”, diz o diretor.
Para Edu Rezende, fundador da Capuri, o cinema pode contribuir para a discussão de temas relevantes. Ele define o longa como uma obra que, por meio do humor e da fantasia, propõe uma reflexão sobre comportamentos.
Otávio Muller, Eriberto Leão e Natália Lage estão no elenco principal. A produção é da Midnight Japa, com distribuição da Capuri Filmes. Furnas Fundas: Uma fábula gótica brasileira chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro.


