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James Hetfield reconhece evolução de Lars Ulrich nos palcos do Metallica

A avaliação do guitarrista sobre o baterista passou de críticas à técnica ao reconhecimento de uma parceria musical e da consistência ao vivo.

James Hetfield reconhece evolução de Lars Ulrich nos palcos do Metallica

A avaliação de James Hetfield sobre Lars Ulrich ganhou outro tom em 2024, quando o guitarrista afirmou que o baterista vinha fazendo alguns de seus melhores shows em uma ou duas décadas. Em resposta no podcast oficial The Metallica Report, Hetfield disse “absolutamente” duas vezes ao ser questionado sobre essa possibilidade e destacou a preocupação maior de Ulrich com o click track e com a firmeza da execução.

A mudança não transformou Lars em um virtuose técnico aos olhos do parceiro. O que se consolidou foi uma leitura mais ampla sobre a função do baterista no Metallica: sua maneira pouco convencional de tocar passou a ser entendida como parte do encaixe com a guitarra de Hetfield.

Uma combinação construída no som

Em entrevista ao Music Radar, em 2009, Hetfield explicou que seu modo de tocar guitarra é bastante percussivo. Ulrich, segundo ele, costuma agir “um pouco contra o riff”, em vez de apenas repetir cada acento feito pela guitarra. A dinâmica faz com que os dois ocupem espaços diferentes dentro do mesmo pulso.

Hetfield também contou que, nos shows, Ulrich ouve sobretudo a guitarra e alguns vocais nos monitores. Com isso, o guitarrista sustenta boa parte da marcação, enquanto o baterista ganha liberdade para tocar de maneira mais solta. Para James, essa relação teve papel na formação do som do Metallica: a combinação funciona porque cada músico preenche áreas deixadas pelo outro.

Da franqueza ao reconhecimento

Quando relembrou o primeiro encontro com Ulrich, Hetfield afirmou à Guitar World que o futuro companheiro não era muito bom. Ao mesmo tempo, reconheceu nele motivação, conhecimento, ambição e disposição para realizar seus planos.

A crítica reapareceu em uma entrevista de 2001, recordada por uma revista, na qual Hetfield havia chamado Lars de mau baterista. Ao ser confrontado com a declaração, ele confirmou a avaliação e observou que também não se considerava um grande cantor. Na mesma conversa, porém, apontou que algo especial acontecia quando os dois tocavam juntos.

Ao longo dos anos, a opinião de Hetfield se deslocou da deficiência técnica percebida no início para a importância da parceria e, mais recentemente, para elogios à regularidade apresentada por Ulrich ao vivo.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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