LOS ANGELES — Kathleen Kennedy afirmou ter sentido “um pouco de alívio” ao deixar a presidência da Lucasfilm, cargo que ocupou por 14 anos. A produtora comentou o encerramento de seu período à frente da empresa durante o evento Screentime, da Bloomberg, realizado em Los Angeles, e disse não estar triste nem dividida com a saída.
Kennedy assumiu a Lucasfilm em 2012, pouco antes da compra da empresa pela Disney por US$ 4,05 bilhões. Ela foi escolhida pelo próprio George Lucas para sucedê-lo no comando do estúdio e contou que pediu ao criador de Star Wars materiais que ajudassem a orientar o desenvolvimento das histórias.
Segundo Kennedy, Lucas respondeu que as ideias estavam na cabeça. Ela recebeu apenas alguns parágrafos, sem tratamentos completos de histórias, e precisou trabalhar a partir desse material para compreender os possíveis rumos da narrativa.
Durante sua gestão, a produtora esteve à frente do retorno de Star Wars aos cinemas com Star Wars: O Despertar da Força, lançado em 2015. Entre os trabalhos de que mais se orgulha, mencionou também as séries Andor e O Mandaloriano.
O período foi acompanhado por reações intensas dos fãs. The Acolyte recebeu críticas agressivas de parte do público, enquanto Andor foi amplamente elogiada. Para Kennedy, administrar uma franquia com 50 anos envolve conciliar a paixão dos espectadores com a criação de histórias novas e originais.
A produtora defendeu a importância de ouvir os fãs, mas ponderou que cada reação não deve ser tratada como uma avaliação definitiva do trabalho dos artistas. Também afirmou ser necessário apoiar cineastas que tenham visões claras para narrativas ambientadas no universo de Star Wars.
Kennedy não apontou arrependimentos específicos. Ela disse que nenhum filme consegue agradar a todo mundo e que a análise dos resultados deve considerar o que funcionou e o que não funcionou. Apesar disso, declarou continuar orgulhosa do trabalho realizado.



