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“Muito Prazer” transforma hotel abandonado em aposta pelo desejo na era digital

Comédia de Jorge Furtado acompanha personagens em crise que reinventam um antigo hotel com tecnologia, prazer e estratégias de sobrevivência.

“Muito Prazer” transforma hotel abandonado em aposta pelo desejo na era digital

O desejo e a tecnologia se encontram em um antigo hotel no centro de Muito Prazer, novo filme de Jorge Furtado. A comédia acompanha personagens que, diante de dificuldades econômicas e da falta de perspectivas, encontram em uma ideia inusitada uma possibilidade de reorganizar a própria vida.

Rubem, interpretado por Daniel de Oliveira, trabalha como motorista de aplicativo e herda um terreno com mais de 2000 metros quadrados de área total. No local funcionava o hotel Pérola, espaço que perdeu sua atividade. É nesse cenário que ele conhece Grace, vivida por Luisa Arraes. Ex-funcionária do estabelecimento, ela passou a morar ali depois de trocar o salário por moradia.

A tentativa de dar novo destino ao imóvel aproxima os dois personagens. Com a ajuda de Nalva, interpretada por Samantha Jones e apresentada como especialista em tecnologia, Rubem e Grace remodelam o hotel e criam suítes equipadas com câmeras. Os ambientes incluem cenários medievais e egípcios, enquanto a proposta explora as relações entre intimidade, desejo e ferramentas digitais.

Sobrevivência, prazer e conveniência

A narrativa circula por questões reconhecíveis do cotidiano: a busca por dias melhores, as soluções improvisadas para enfrentar situações difíceis e a presença da tecnologia nos momentos mais íntimos. Os personagens aparecem à margem do sistema e se reúnem em torno de uma oportunidade que pode alterar o rumo de suas vidas.

A linguagem popular facilita a aproximação com esse universo, e a química entre os atores sustenta a evolução da trama. O filme também se apoia em diálogos leves para abordar tabus ligados ao sexo, além de associar a força do ambiente digital à criação de novas formas de prazer.

A comédia, porém, perde fôlego ao recorrer a conveniências e ao acumular frases de efeito. A inconsequência de algumas situações é tratada de maneira superficial, ainda que o tom leve e o entrosamento dos personagens mantenham o interesse. Entre o marketing, o empreendedorismo e os desejos mediados por câmeras, Muito Prazer constrói uma história sobre oportunidades surgidas em meio ao caos.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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