A defesa de filmes originais foi o ponto central da fala de Tom Cruise após uma sessão de Digger em Los Angeles. O ator afirmou que o desempenho comercial precisa ser suficiente para permitir a realização de novos projetos e disse que o público quer ver produções reais.
“Minha esperança é sempre que os filmes tenham um desempenho bom o suficiente para que eu possa ter a oportunidade de fazer outro”, declarou Cruise. Na mesma conversa, ele ressaltou que o sucesso não é garantido e que os profissionais precisam trabalhar para conquistá-lo.
Desempenho inicial
Distribuído pela Warner Bros. na última sexta-feira, Digger chegou a 3.300 cinemas da América do Norte. A produção, uma sátira orçada em US$ 125 milhões, tem previsão de arrecadar aproximadamente US$ 8 milhões no primeiro fim de semana nos cinemas norte-americanos.
O resultado projetado pode representar a pior estreia de Cruise desde Leões e Cordeiros, drama de guerra lançado em 2007. O filme arrecadou US$ 6,7 milhões no primeiro fim de semana, mas tinha um orçamento muito menor.
A concorrência inclui Verity, thriller da Amazon MGM estrelado por Anne Hathaway e baseado no livro de Colleen Hoover. A expectativa é que o título lidere as bilheterias americanas com aproximadamente US$ 33 milhões.
A transformação no papel
Em Digger, Cruise aparece com barriga proeminente e cabelos ralos, distante da aparência atlética associada a seus heróis de ação. O trabalho também o aproxima de projetos conduzidos pela visão de um diretor, característica presente em filmes como Rain Man, Nascido em 4 de Julho e Magnólia.
A recepção inicial registra nota C+ no CinemaScore e 51% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes. Alejandro González Iñárritu dirige o longa, que teve fotos dos bastidores divulgadas por Cruise nas redes sociais.
Ao agradecer à equipe, o ator afirmou: “A experiência foi realmente inesquecível e estou muito orgulhoso do que criamos”. Ele também reconheceu a dedicação, o trabalho e a alegria do elenco e dos profissionais envolvidos na produção.


