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“Digger” chega aos cinemas com orçamento alto e projeções de bilheteria em queda

Com Tom Cruise e direção de Alejandro G. Iñárritu, filme tem estimativa de US$ 7,5 milhões no primeiro fim de semana nos Estados Unidos.

“Digger” chega aos cinemas com orçamento alto e projeções de bilheteria em queda

A produção de “Digger” enfrenta uma combinação de alto custo, recepção dividida e desempenho abaixo das expectativas em sua estreia nos Estados Unidos. Dirigida por Alejandro G. Iñárritu e estrelada por Tom Cruise, a comédia satírica teve 52% de aprovação no Rotten Tomatoes, em um conjunto de 96 críticas publicadas até o momento.

O filme arrecadou US$ 3,4 milhões na sexta-feira, incluindo as pré-estreias, depois de chegar a 3.321 cinemas, com sessões em IMAX. A previsão atual para todo o primeiro fim de semana é de US$ 7,5 milhões. Antes do lançamento, a Warner Bros. trabalhava com uma faixa entre US$ 12 milhões e US$ 15 milhões. Houve também projeções anteriores entre US$ 18 milhões e US$ 20 milhões.

Um projeto de alto custo

O orçamento inicial de “Digger” ficava na casa dos US$ 125 milhões. Atrasos e problemas durante a produção elevaram o custo final estimado para algo entre US$ 160 milhões e US$ 180 milhões. O resultado coloca sob pressão uma comédia original, voltada para o público adulto, que não foi planejada para depender apenas do desempenho de estreia.

A estimativa atual também pode representar a pior abertura de Tom Cruise nos cinemas americanos desde 2007, quando o ator estrelou “Leões e Cordeiros” ao lado de Meryl Streep e Robert Redford. A comparação contrasta com o desempenho de “Top Gun: Maverick”, que ultrapassou US$ 1,4 bilhão mundialmente.

Em “Digger”, Cruise interpreta Digger Rockwell, um bilionário do petróleo que tenta salvar o planeta depois que suas próprias ações contribuem para uma catástrofe ambiental. Para o papel, o ator aparece com cabelos grisalhos e ralos, barriga protética e sotaque carregado, afastando-se da imagem associada a “Missão: Impossível”.

O elenco reúne Riz Ahmed, John Goodman, Sandra Hüller, Michael Stuhlbarg e Jesse Plemons. O longa marca ainda o retorno de Iñárritu a uma produção em língua inglesa depois de “O Regresso”, lançado em 2015.

Recepção crítica e concorrência

As avaliações publicadas até agora variam entre o reconhecimento da ambição do filme e críticas ao tom e à construção narrativa. A produção foi descrita como fascinante, corajosa, desagradável e desconcertante. Também foram questionadas a combinação de sátira política, desastre ambiental e comédia absurda, além da insistência em explicar a própria provocação.

A recepção do público não indica, até o momento, impulso suficiente para uma recuperação nas semanas seguintes. A estratégia dependia de uma permanência mais longa nos cinemas, apoiada pelas críticas, pelo boca a boca e pela temporada de premiações.

No mesmo período, “Digger” aparece atrás de “Verity”, adaptação do best-seller de Colleen Hoover estrelada por Anne Hathaway. O suspense arrecadou aproximadamente US$ 15 milhões na sexta-feira e tem previsão de abertura de cerca de US$ 33 milhões.

O lançamento ocorre antes da conclusão da aquisição da Warner Bros. pela Paramount Skydance, prevista para os próximos dias. “Digger” era o último grande lançamento do estúdio antes dessa etapa.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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