BELÉM — O curta-metragem documental “Esse Rio é Minha Rua 3”, dirigido por Zena Gorayeb, será lançado no sábado (19), às 16h, no espaço cultural Norte Skate Point, no bairro do Umarizal. A produção acompanha a trajetória de Dona Nena, ribeirinha, extrativista de cacau e fundadora da Casa do Chocolate, na Ilha do Combu, às margens do Rio Guamá.
O filme registra diferentes etapas do trabalho com o cacau, do cultivo e da colheita à transformação das sementes em chocolate. A narrativa também aborda conhecimentos transmitidos entre gerações, práticas locais e a relação da comunidade com o território.
Depois da estreia, estão previstas sessões em 17 de outubro, na Casa do Chocolate, na Ilha do Combu, e em 9 de novembro, no Cine Líbero Luxardo, no Centur, em Belém.
Cinema, formação e cultura
A produção apresenta a atuação de Dona Nena na produção de cacau e na geração de renda, relacionando saberes tradicionais, processos produtivos e a vida social da ilha. O documentário também acompanha o cotidiano da moradora e a rotina da comunidade ribeirinha.
A equipe técnica e o elenco mantêm uma proposta de equidade de gênero, com mulheres ocupando funções na realização e o papel principal da narrativa. Para Zena Gorayeb, a presença feminina integra uma escolha voltada à valorização de olhares, saberes e histórias de mulheres.
Além da produção audiovisual, o projeto promove oficinas de arte-educação e atividades esportivas para crianças ribeirinhas. As ações de formação, esporte e cultura na Ilha do Combu receberam recursos do Edital PNAB nº 005/2025 — Fomento à circulação de projetos culturais.
A programação de lançamento inclui cinema, skate, pintura, fotografia e música. Estão previstos um desafio de skate com premiação para manobras, uma oficina de pintura infantil, uma exposição de fotos do documentário e apresentações de DJs.
O Norte Skate Point fica na Tv. Alm. Wandenkolk, 690, ao lado da Escola de Samba Quem São Eles. O espaço, que já funcionou como estacionamento e bar, recebe atividades culturais e esportivas com acesso gratuito. A produção busca registrar aspectos culturais e sociais de comunidades da região que estão fora dos circuitos tradicionais do audiovisual.


