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Gabi Melim transforma experiências pessoais em novo ciclo com “Escapismo”

Álbum audiovisual revisita o Melim, o primeiro disco solo e temas como autoestima, limites e saúde mental.

Gabi Melim transforma experiências pessoais em novo ciclo com “Escapismo”

Gabi Melim inicia uma nova etapa da carreira com “Escapismo”, álbum de estúdio apresentado em formato audiovisual, com 13 faixas entre músicas inéditas e canções ligadas a diferentes momentos de sua trajetória. A faixa que dá nome ao projeto tem participação de Luísa Sonza. Duda Beat, Ana Gabriela, Maria Gadú e Mestrinho também participam do trabalho.

O projeto parte de temas como autoconhecimento, amor-próprio, liberdade e preservação da identidade. A cantora afirma que as músicas nasceram de experiências em que percebeu ter se afastado de si mesma e da própria autoestima. Em “Escapismo”, essa retomada aparece associada à decisão de não abandonar a própria identidade para manter uma relação.

“A música fala sobre esse momento em que a gente interrompe esse ciclo e entende que não vale a pena se perder de si para permanecer em uma relação”, afirma Gabi. A reflexão, segundo a artista, também se aplica a vínculos familiares e amizades.

A presença de Luísa Sonza foi pensada a partir das características das duas cantoras. Gabi descreve a parceria como um encontro entre mulheres de personalidades fortes, capazes de preservar suas identidades dentro da mesma canção.

Três momentos da trajetória

O audiovisual é organizado em três atos. O primeiro recupera três músicas de sucesso do Melim, trio formado por Gabi e pelos irmãos Rodrigo e Diego. O grupo anunciou uma pausa em 2023 e encerrou as atividades em 2024.

A segunda parte se concentra em “Gabriela”, primeiro álbum solo da cantora depois do período com o trio. As músicas dessa etapa dialogam com a brasilidade e com referências às raízes da artista.

A divulgação do disco, porém, foi seguida por uma interrupção. Pouco depois do lançamento, Gabi teve paralisia de Bell e precisou cancelar a turnê que estava sendo preparada para apresentar o repertório. Sem levar aquelas canções ao palco naquele momento, ela decidiu revisitá-las em “Escapismo” e compartilhá-las com artistas que integram suas referências musicais.

O terceiro eixo do projeto se conecta à fase atual da carreira e reúne as experiências que deram forma ao novo álbum. A proposta é aproximar períodos distintos da trajetória da cantora em uma mesma apresentação audiovisual.

Esgotamento e limites

A produção também retoma os efeitos da rotina de shows do Melim. Gabi relata que chegou a fazer 25 shows por mês, com pouco descanso e alimentação inadequada. Em 2020, passou por um período em que esteve perto de perder a voz e enfrentou depressão e distúrbios alimentares.

Mesmo depois da pausa anunciada pelo Melim em 2023, a cantora continuou trabalhando. Após o encerramento dos shows, começou a produzir “Gabriela”, mas manteve uma rotina profissional que, segundo ela, não permitiu uma recuperação completa.

“Precisamos escutar o próprio corpo e não negociar a própria saúde. Eu mesma aprendi muito sobre a importância de colocar limites”, diz Gabi. A cantora também passou a falar publicamente sobre a paralisia de Bell, a depressão e os distúrbios alimentares como forma de ampliar a discussão sobre temas ainda tratados em silêncio.

Planos para os palcos

Depois do lançamento audiovisual, Gabi pretende levar “Escapismo” para a estrada. As datas da nova turnê ainda não foram divulgadas. A apresentação deve combinar músicas do Melim, do primeiro álbum solo e do trabalho atual.

Entre as lembranças recentes da cantora está uma passagem por Belém. Durante a trajetória com o Melim, a agenda não teria permitido que ela conhecesse a cidade de maneira mais próxima. Na volta para a COP 30, Gabi visitou restaurantes, conheceu moradores e lugares ligados à cultura paraense, tomou banho de rio e experimentou açaí com cupuaçu, pirarucu, tambaqui e costelinha de tambaqui.

A artista também se aproximou de Gaby Amarantos e destacou o orgulho dos moradores de Belém em relação à música, à comida, aos sabores e aos costumes locais.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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