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‘Hétero Sigilo’ estreia em Belém com duas sessões no Teatro Margarida Schivasappa

Montagem de Bernardo Dugin e João Fonseca aborda masculinidade, pertencimento, afeto e liberdade a partir de um episódio de homofobia.

‘Hétero Sigilo’ estreia em Belém com duas sessões no Teatro Margarida Schivasappa

O espetáculo Hétero Sigilo será apresentado pela primeira vez em Belém, com sessões nos dias 19 e 20 de setembro, às 19h30, no Teatro Margarida Schivasappa. A produção local é da Casa de Artes Tiago de Pinho.

Escrita e protagonizada por Bernardo Dugin, a montagem combina humor e emoção para discutir identidade, masculinidade, pertencimento, afeto e liberdade de existência. A narrativa acompanha os mecanismos sociais que levam pessoas a esconder a própria essência para corresponder a expectativas externas, propondo uma reflexão sobre aceitação, relações familiares e construção da identidade.

A direção é de João Fonseca, conhecido por Minha Mãe é Uma Peça. A trilha sonora original e a direção musical são assinadas por Federico Puppi, indicado ao Grammy Latino. A encenação alterna momentos de humor e reflexão e amplia o alcance do debate para além da comunidade LGBTQIAPN+.

Origem e trajetória

O projeto cênico nasceu depois de um episódio de homofobia vivido por Bernardo Dugin e seu companheiro durante uma celebração religiosa em Nova Friburgo (RJ), em 2023. O caso teve repercussão nacional e levou o artista a transformar a experiência em uma obra sobre medo, silêncio e pertencimento. A partir do relato autobiográfico, o espetáculo questiona como o receio da rejeição interfere na formação da identidade individual.

Indicada ao Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Cenário, a montagem passou por três temporadas com sessões esgotadas no Rio de Janeiro. Em 2026, iniciou uma turnê nacional por diferentes regiões do Brasil. Antes de chegar à capital paraense, esteve em Rio de Janeiro, Nova Friburgo (RJ), Anápolis (GO), Goiânia (GO), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Para o diretor João Fonseca, a obra não se limita a episódios individuais. “A peça fala do preço emocional que se paga para sobreviver dentro de uma norma”, afirma.

As apresentações serão realizadas no Teatro Margarida Schivasappa, na Av. Gentil Bittencourt, 650, no bairro Batista Campos. Informações podem ser obtidas pelo telefone (91) 98228-5353.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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