Michelle Bolsonaro, candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal, deve faltar à maioria dos debates entre os concorrentes ao cargo. A orientação acompanha a estratégia adotada pelo enteado, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro, e também seguida na disputa presidencial pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ex-primeira-dama pretende participar do debate promovido pela Record, ligada ao bispo Edir Macedo e próxima da família Bolsonaro. A presença em outros encontros, como o debate do G1, da Globo, não está prevista.
A avaliação de Michelle e de seu entorno é que a exposição pode resultar em desgaste diante de críticas dos demais candidatos ao Senado no Distrito Federal. Entre os temas que poderiam ser explorados estão a campanha nacional de Flávio Bolsonaro e o apoio à governadora Celina Leão.
A estratégia é considerada especialmente relevante porque Michelle aparece na liderança das pesquisas de intenção de voto. No levantamento da Quaest realizado nesta terça-feira, 8, ela tem 26% das preferências.
A senadora Leila do Vôlei, do PDT, ocupa a segunda posição, com 17%. Na sequência aparecem a deputada Erika Kokay, do PT, com 13%, e a deputada Bia Kicis, do PL, com 11%.

