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Moraes deve contestar mensagens com Vorcaro e questionar colegas no STF

Ministro recuou de pronunciamento e tem até o dia 14 para prestar esclarecimentos sobre as conversas com Daniel Vorcaro.

Moraes deve contestar mensagens com Vorcaro e questionar colegas no STF

O ministro Alexandre de Moraes decidiu manter o silêncio, por enquanto, diante das acusações relacionadas às conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele recuou do pronunciamento previsto para esta quinta-feira, 10, e tem até o dia 14 para prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF), conforme prazo concedido pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A expectativa entre integrantes do STF é que Moraes questione a identificação do aparelho usado nas trocas de mensagens. Foram registradas 51 mensagens ao longo de 21 dias entre o número atribuído ao ministro e Vorcaro. A linha de defesa repete a adotada quando surgiram as primeiras revelações sobre a relação entre os dois.

Na ocasião, a Secretaria de Comunicação do STF divulgou, a pedido do gabinete de Moraes, uma nota sobre uma análise técnica dos dados telemáticos de Vorcaro. O material havia se tornado público após ser encaminhado à CPMI do INSS. A avaliação indicava que mensagens de visualização única não correspondiam aos contatos do ministro.

A nota também afirmava que as capturas de tela feitas no computador de Vorcaro estavam associadas a pastas de terceiros no dispositivo do executivo. Posteriormente, a Polícia Federal avançou na apuração sobre o destinatário das mensagens a pedido do relator do caso Master no STF e apresentou um relatório identificando Alexandre de Moraes como interlocutor. O ministro André Mendonça retirou o sigilo do documento na semana passada.

Disputa no plenário

A estratégia de Moraes deve ser apresentada na sessão marcada para o dia 15, quando será analisado o pedido de investigação formulado por Mendonça em razão das relações com Vorcaro. A previsão é que o julgamento comece com a discussão de questões de ordem e matérias preliminares.

Na formação do quórum, Moraes tende a levantar suspeitas sobre outros ministros para tentar impedir que participem da votação. Três integrantes aparecem como possíveis alvos.

André Mendonça, relator do caso Master e autor do pedido de investigação, pode ter sua imparcialidade questionada por ter recebido Vorcaro para uma reunião na sede do Instituto Iter, instituição de ensino jurídico fundada por ele em São Paulo.

Dias Toffoli ocupava inicialmente a relatoria do caso Master, mas deixou a função após suspeitas sobre tratativas financeiras envolvendo familiares. Empresas de seus irmãos negociaram fatias do resort Tayayá com um fundo ligado à Reag Investimentos e à estrutura do Banco Master.

Nunes Marques, por sua vez, pode ser contestado pela relação de seu filho, o advogado Kevin de Carvalho Marques, com repasses do Banco Master. O banco e a JBS transferiram R$ 18 milhões a uma empresa de consultoria que fez pagamentos ao advogado. Nunes Marques também viajou com a mulher, em avião particular da Prime You, de Brasília para Maceió, onde participou de uma festa a convite de uma advogada que atua para o Master e declarou ter arcado com os custos da viagem.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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