O escritor e jornalista Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira, 22, aos 95 anos. A família confirmou a morte, mas não informou a causa. Ele deixa a esposa, Mary Ventura, e os filhos Elisa e Mauro.
Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Ventura nasceu em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba, município mineiro. Aos 11 anos, mudou-se para Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro. Na cidade, continuou os estudos, ajudou o pai, que era pintor, e trabalhou como office boy.
O escritor desejava ser professor e, ainda jovem, recebeu uma bolsa de estudos em um colégio em troca de dar aulas para crianças do então primário. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro e cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Trajetória profissional
No fim de 1969, Ventura produziu para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre Os anos 60 — a década que mudou tudo. O trabalho foi publicado posteriormente em livro. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde depois ocupou outras funções de chefia.
Em 1988, lançou 1968 — o ano que não terminou. A obra chegou a 48 edições e vendeu mais de 400 mil exemplares. O livro também inspirou a minissérie Os anos rebeldes, produzida pela TV Globo. O capítulo “Um herói solitário” serviu de inspiração para O homem que disse não, filme realizado para a televisão francesa pelo cineasta Olivier Horn.
Em 30 de outubro de 2014, Ventura foi eleito para a cadeira nº 32 da ABL, sucedendo o acadêmico Ariano Suassuna.



