Steve Holley entrou para o Wings em 1978 depois de receber, quase simultaneamente, um convite para permanecer na banda de Elton John. A escolha veio após o baterista participar das sessões de A Single Man, álbum de Elton lançado naquele ano.
A aproximação com o cantor começou durante o período em que Holley tocava com o Vapour Trails. O grupo passou a atuar como banda de apoio de Kiki Dee, artista ligada à Rocket Records, gravadora de Elton John. A partir dessa relação, o baterista começou a trabalhar diretamente com Elton.
A possibilidade de tocar com Paul McCartney surgiu por intermédio de Denny Laine, integrante do Wings. Holley e Laine se conheceram por acaso em um pub depois que o guitarrista se mudou para Laleham, vila onde o baterista vivia.
Durante uma festa na casa de Laine, Holley se sentou à bateria em uma sala com instrumentos. McCartney estava nas proximidades, ouviu o músico e o convidou para uma audição nos escritórios da MPL. Ao mesmo tempo, Elton havia oferecido a Holley um lugar permanente em sua banda.
“Foi uma decisão difícil”, afirmou o baterista ao recordar o momento. Holley também disse que Elton o tratou bem e o deixou à vontade enquanto os dois trabalhavam juntos.
A decisão final considerou a possibilidade de que a oportunidade com McCartney não se repetisse. Como já havia participado de um disco de Elton John, Holley concluiu que talvez não tivesse outra ocasião para trabalhar com o ex-Beatle. Assim, escolheu o Wings e passou a integrar oficialmente o grupo em 1978.
Trabalho com o Wings
Holley tocou em Back to the Egg, último álbum de estúdio do Wings, lançado em 1979. O trabalho também contou com Laurence Juber na guitarra e representou uma tentativa de McCartney de ampliar o peso sonoro da banda.
A permanência de Holley no Wings se estendeu até a fase final da existência do grupo. Depois, o baterista trabalhou com Julian Lennon, Joe Cocker, Stevie Wonder, B.B. King e Sheryl Crow.



