Felipe Andreoli, baixista do Angra, entrou no mundo das quatro cordas por insistência de Magal, atualmente baixista do Biquini Cavadão. Os dois se conheceram na infância, na Escola Irapuru, em São Paulo, e mantêm uma relação que atravessou diferentes fases da música brasileira.
Andreoli nasceu em São Paulo, mas se mudou com a família para o Rio de Janeiro quando tinha pouco mais de um ano. O deslocamento ocorreu por causa do trabalho do pai. No Rio, morou no Leblon, antes de retornar à capital paulista quando os planos da família não deram certo.
De volta a São Paulo, estudou na Escola Irapuru, onde conheceu Magal, um aluno de uma série acima. A amizade começou quando ambos tinham oito anos. Na escola, Magal decidiu formar uma banda para tocar no festival da primavera e convidou Andreoli, que na época tocava violão, a assumir o baixo do grupo.
“Não tem baixista, eu sei que você já toca violão, compra um baixo aí e vem tocar”, lembrou Andreoli durante entrevista ao Starling Cast, podcast apresentado pelo guitarrista Mateus Starling. Como também não havia cantor, ele acumulou a função de vocalista na apresentação: “Ah, vou me arriscar, vou cantar também”.
A trajetória dos dois ainda produziu uma inversão: anos depois, Magal deixou a guitarra e passou a tocar baixo, justamente o instrumento que havia convencido Andreoli a comprar.
Do jazz ao Angra
Na adolescência, Andreoli passou a ouvir jazz e fusion ao mesmo tempo que mantinha contato com o metal. Também teve aulas com o baixista Shimba, descrito por ele como o único professor de baixo que teve.
Aos 20 anos, enquanto cursava música na FMU e tocava na banda Karma, recebeu uma ligação de Kiko Loureiro. O contato abriu o caminho para sua entrada no Angra, grupo ao qual ficou associado depois de começar a carreira musical a partir de uma banda formada no ambiente escolar.


