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McCartney priorizou identidade do Wings e deixou Beatles fora dos primeiros shows

O músico evitou o repertório da antiga banda para impedir que o novo grupo fosse visto como uma continuação dos Beatles.

McCartney priorizou identidade do Wings e deixou Beatles fora dos primeiros shows

Paul McCartney decidiu não usar músicas dos Beatles nos primeiros shows do Wings, embora tivesse à disposição um repertório capaz de preencher qualquer apresentação. A escolha foi feita para que a nova banda construísse uma identidade própria, sem depender do sucesso anterior do músico.

Em entrevista publicada pela Billboard em 2001, McCartney contou que os promotores pressionavam pela inclusão de canções dos Beatles. Ele, porém, mantinha a recusa. “Era como uma regra”, afirmou. Mesmo com apenas 11 músicas disponíveis, o Wings seguiria sem recorrer ao catálogo da antiga banda.

A estratégia também buscava evitar comparações imediatas. McCartney não queria que o grupo parecesse uma continuação dos Beatles nem que sua trajetória posterior fosse avaliada apenas pela relação com a banda. “Eu poderia ter montado um grupo muito profissional e feito as coisas de maneira muito parecida com os Beatles. Mas eu não queria fazer isso”, disse posteriormente.

Um começo sem o repertório dos Beatles

A decisão fez o Wings começar praticamente do zero. O grupo realizou uma turnê por universidades britânicas e recebeu críticas duras por trabalhos como Wild Life. Mais tarde, McCartney reconheceu que resistia deliberadamente à possibilidade de oferecer ao público algo semelhante ao que havia feito com os Beatles.

A postura começou a mudar quando o Wings acumulou repertório e alcançou êxito suficiente para se sustentar sem depender do passado. Depois de Band on the Run e de outros sucessos, a banda passou a ser vista por McCartney como estabelecida.

Na turnê mundial de 1975 e 1976, ele incluiu no repertório músicas dos Beatles, entre elas Yesterday, Blackbird, Lady Madonna e The Long and Winding Road. Mais tarde, tanto com o Wings quanto em sua carreira solo, passou a tratar essas canções como parte natural de seus shows.

A resistência, portanto, não era dirigida às músicas. O objetivo era evitar que elas fossem necessárias para provar que o Wings poderia existir por conta própria.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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