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Mostra em Marabá desloca as margens para o centro da América do Sul

Exposição reúne fotografias, textos e cartografias sobre territórios de Marabá, Pelotas e Comodoro Rivadavia.

Mostra em Marabá desloca as margens para o centro da América do Sul

A exposição “Nos Confins da América do Sul” abre nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, na Galeria de Arte Vitória Barros, em Marabá, no sudeste do Pará. Com fotografias, textos e cartografias, a mostra propõe rever a ideia de confins e reconhecer a produção intelectual, cultural e afetiva que se desenvolve longe das grandes capitais.

A abertura está marcada para as 19 horas. A visitação será gratuita até 6 de novembro de 2026, na Avenida Itacaiúnas, 1519, Novo Horizonte, Marabá (PA).

Pesquisa e deslocamento

Idealizada por Silvia Helena Cardoso, artista e professora da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), a exposição resulta do projeto de pesquisa e extensão “Caminhografias Urbanas nos Confins da América do Sul”. A iniciativa recebeu financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS).

O projeto parte da crítica à concentração histórica da produção acadêmica nos grandes centros urbanos. Seu método envolve caminhar, escutar e registrar rastros, colocando o corpo do pesquisador em contato direto com os territórios estudados. As obras articulam três paisagens ligadas pela presença da água: o encontro dos rios Tocantins e Itacaiúnas, em Marabá; a Laguna dos Patos e o Canal São Gonçalo, em Pelotas; e o Oceano Atlântico em Comodoro Rivadavia, na Patagônia argentina.

A mostra reúne a fotografia de Silvia Cardoso, os textos de Eduardo Rocha, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e as cartografias sociais de Juan Manuel Diez Tetamanti, da Universidad Nacional de la Patagonia San Juan Bosco. A passagem do trabalho de campo para a galeria é apresentada como uma travessia sensível, em que cidades afastadas dos centros passam a ser observadas como espaços de criação, memória, biodiversidade e resistência.

A realização é do Grupo de Pesquisa Imagem e Som na Amazônia (ISAM), da Faculdade de Artes Visuais da Unifesspa, do projeto Confins da América do Sul e de instituições vinculadas à Universidade Federal de Pelotas, incluindo o PROGRAU. O Instituto de Arte Vitória Barros e o CNPq apoiam a iniciativa.

Além da visita presencial, o projeto disponibilizou uma publicação digital gratuita com o acervo fotográfico, os ensaios e as biocartografias produzidos durante a pesquisa.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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