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Aerosmith retomou o topo nos anos 80 com compositores contratados

A banda dividiu créditos com profissionais de fora em faixas que ajudaram a reconstruir sua carreira após uma fase de crise.

Aerosmith retomou o topo nos anos 80 com compositores contratados
Foto: Reprodução - VEVO

A recuperação do Aerosmith nos anos 80 foi marcada não apenas pelo retorno de seus integrantes originais, mas também pela contratação de compositores especializados em criar sucessos. Em “Permanent Vacation”, álbum lançado em 1987, a banda dividiu créditos pela primeira vez com profissionais de fora e recolocou sua carreira no centro do mercado musical.

A crise havia começado antes. Joe Perry deixou o grupo em julho de 1979, após uma briga nos bastidores depois de um show, durante o período de gravação de “Night in the Ruts”. Em 1980, sem banda e sem dinheiro, o guitarrista vendeu sua Gibson Les Paul de 1959 para conseguir passar o Natal.

Brad Whitford saiu em 1981 e relatou ter vendido guitarras e a própria casa para pagar pensão e hipoteca. Sem os dois guitarristas, o Aerosmith gravou “Rock in a Hard Place”, em 1982, mas o álbum não vendeu. O baterista Joey Kramer também descrevia estar sem dinheiro sobrando.

A formação original se reuniu novamente em 1984. O álbum “Done with Mirrors”, de 1985, porém, ficou abaixo das expectativas. A mudança começou no ano seguinte, quando “Walk This Way”, regravada com o Run-DMC, levou o grupo de volta à MTV e ao rádio. O resultado chamou a atenção da Geffen, que decidiu investir na reconstrução da banda.

A estratégia da Geffen

John Kalodner, executivo da gravadora, contratou Bruce Fairbairn, produtor associado ao sucesso de “Slippery When Wet”, do Bon Jovi. Também levou ao estúdio Desmond Child, Jim Vallance e Holly Knight, compositores chamados especificamente para trabalhar em hits.

A estratégia produziu três das faixas mais conhecidas de “Permanent Vacation”: “Dude (Looks Like a Lady)” e “Angel”, escritas com Desmond Child, e “Rag Doll”, composta com Jim Vallance e Holly Knight.

A história de “Rag Doll” resume as tensões desse processo. A música se chamava originalmente “Rag Time”, mas Kalodner considerou que o título não dialogava com o público jovem buscado pela gravadora. Depois de tentativas de Tyler e Vallance, Holly Knight foi chamada para resolver o problema. Ela trocou “Time” por “Doll” e recebeu crédito de composição pela alteração. Tyler se irritou com a decisão, mas o grupo aceitou dividir o crédito.

“Permanent Vacation” vendeu mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos e alcançou a 11ª posição da Billboard 200, então o maior resultado comercial do Aerosmith. Dois anos depois, “Pump” repetiu a fórmula, com Fairbairn e compositores contratados, e vendeu ainda mais.

Uma das faixas do álbum, “The Other Side”, escrita com Vallance, soava parecida com “Standing in the Shadows of Love”, dos Four Tops. Para evitar um processo por plágio, Holland-Dozier-Holland, autores da composição original, também passaram a dividir seus créditos.

Tyler e Perry continuaram responsáveis por parte das letras e melodias e conduziam as apresentações. A reviravolta, contudo, também envolveu uma decisão empresarial: contratar profissionais para ajudar a escrever canções de sucesso, como se contrata um produtor ou um engenheiro de mixagem.

Anos depois, Perry tentou recomprar os instrumentos vendidos durante a crise. A Gibson Les Paul de 1959 havia passado por outros donos até chegar a Slash, guitarrista do Guns N' Roses e admirador do Aerosmith. Slash devolveu a guitarra a Perry no aniversário de 50 anos do músico.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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