Bruce Dickinson criticou o videoclipe de “Crazy”, do Aerosmith, em entrevista à revista Hit Parader. Em 1994, o cantor, então fora do Iron Maiden, rejeitou a abordagem adotada pelo diretor Marty Callner para a produção associada ao álbum “Get a Grip”.
Lançado como uma superprodução e protagonizado por Alicia Silverstone e Liv Tyler, o vídeo também marcou a estreia de Liv, filha do vocalista Steven Tyler, diante das câmeras. Para Dickinson, a narrativa recorria a uma imagem idealizada dos Estados Unidos e à sensualidade das personagens.
“Até que gosto da música, mas detesto o vídeo. Odeio esse tipo de nostalgia americana dos anos 50”, afirmou o cantor. Na avaliação dele, a representação não correspondia à realidade e apresentava situações que poderiam terminar em violência.
Dickinson também questionou a participação de Liv Tyler e o modo como Steven Tyler, seu pai, a inseriu na produção. “O vídeo é uma merda, só um monte de bundas de garotas”, declarou.
“Crazy” foi o quinto single de “Get a Grip”, lançado em 1993. A canção havia sido escrita ainda nos anos 1980, mas ficou arquivada antes de ser recuperada para o disco. O single alcançou desempenho superior na Europa em comparação com os Estados Unidos: recebeu disco de prata no Reino Unido, platina na Espanha e ouro na Itália. No Brasil, também ganhou uma premiação dourada.


