A formação musical de Anette Olzon começou distante do heavy metal. Criada na Suécia, a cantora cresceu acompanhando a mãe, que cantava e tocava em um grupo de bandas de baile. Quando criança, Anette dormia nos bastidores das apresentações e chegou a se apresentar com o grupo por volta dos 10 ou 11 anos.
A mudança para o metal alterou a maneira como a família acompanhava sua carreira. O pai recebeu com entusiasmo a entrada da filha nesse universo, mas a mãe estranhou o som do primeiro show de Anette com o Nightwish, realizado em Copenhague. Como cantora e musicista, ela não tinha familiaridade com aquela sonoridade e considerou excessiva a presença de baixo e bateria no palco.
“Eu achei, sabe, que a bateria estava um pouco alta demais e você não cantou perfeito ali”, disse a mãe, conforme o relato de Anette em entrevista ao Chaoszine gravada na Finlândia. Com o tempo, porém, a reação mudou. A cantora afirmou que hoje os pais apoiam completamente seu trabalho e que a mãe passou a gostar até de seus vocais guturais.
Da música popular às vozes do metal
As primeiras referências de Anette também vieram de fora do metal. Ela contou que ouviu algo mais pesado pela primeira vez por volta dos 16 anos, com “Hysteria”, do Def Leppard. O primeiro disco comprado por ela foi de ABBA, enquanto Whitney Houston, Celine Dion e Aretha Franklin estavam entre as principais influências para o canto.
Musicais como “Chess” e “Les Misérables” completavam esse repertório. Antes de uma etapa europeia de turnê recente, a cantora revelou ter ficado nervosa e recebido da mãe um conselho para repetir o que havia feito na América do Sul e manter a própria identidade. Anette disse que levou a orientação ao palco.


