O Black Sabbath tentou gravar um álbum de estúdio com sua formação clássica no início dos anos 2000, mas abandonou o projeto. Segundo o baixista Geezer Butler, as músicas compostas pelo grupo não funcionaram como esperado, e a banda decidiu não lançar um trabalho que considerava inferior.
A tentativa ocorreu depois da reaproximação entre Ozzy Osbourne e os demais integrantes originais. A parceria havia sido encerrada em 1979, e o vocalista seguiu carreira solo com o apoio de Sharon, que mais tarde se tornou sua esposa. No final da década de 1990, os quatro membros originais voltaram a tocar juntos.
Em entrevista à Classic Rock History, Butler afirmou que o período anterior à reunião era comercialmente difícil para o grupo. O baixista também disse que a amizade entre os integrantes permaneceu fora da banda e que a situação financeira contribuiu para o retorno de Ozzy.
A reunião resultou no álbum ao vivo Reunion, lançado em 1998. O quarteto, porém, não havia registrado um disco de estúdio com material inédito. Butler contou que participou da composição de cinco ou seis músicas, mas não viu qualidade suficiente no conjunto para justificar a publicação.
“Isso sempre foi frustrante. Tentamos gravar um álbum no início dos anos 2000, mas parecia forçado demais”, disse Butler.
Na avaliação do baixista, o grupo precisava funcionar como unidade para que as novas canções fizessem sentido. Como isso não aconteceu, os integrantes preferiram não apresentar aquele repertório como um novo álbum do Black Sabbath.
Ozzy ainda gravaria outro disco com a banda: 13, de 2013. Tony Iommi e Butler participaram do trabalho, com Brad Wilk na bateria. O álbum foi o último do Black Sabbath.
A formação clássica fez seu último show em 5 de julho de 2025. Dezessete dias depois, Ozzy Osbourne morreu.


