Tony Iommi recusou a proposta de Andrew Watt para produzir um novo álbum do Black Sabbath com a formação original. O guitarrista explicou que o trabalho anterior com o grupo, marcado por impasses nas gravações, não o motivou a repetir a experiência.
“Eu conheci o Andrew Watt quando ele estava produzindo o Ozzy. Ele era muito empenhado e um tanto quanto empolgado demais”, afirmou Iommi em entrevista à nova edição da revista Classic Rock. Segundo ele, o produtor não conhecia a dinâmica de trabalhar com Bill Ward, baterista da formação original.
O peso de “13”
As sessões de “13” tiveram desacertos entre a banda e Ward. O baterista não participou do álbum e foi substituído por Brad Wilk, do Rage Against the Machine e do Audioslave. Iommi também mencionou o desagrado declarado pelos três integrantes remanescentes da formação original em relação à metodologia de trabalho do produtor Rick Rubin.
Apesar dos conflitos, “13” alcançou o primeiro lugar em nove paradas nacionais, entre elas as dos Estados Unidos e a britânica. O disco recebeu certificação de platina no Brasil, enquanto “God Is Dead?” ganhou o Grammy de Best Metal Performance.
A proposta de Watt envolvia um último álbum com os integrantes originais. O produtor havia trabalhado nos dois últimos discos solo de Ozzy Osbourne: “Ordinary Man”, de 2020, e “Patient Number 9”, de 2022.
Iommi prepara o lançamento de “From the Dark”, seu novo trabalho solo, para 23 de outubro. O disco tem participação do vocalista norueguês Jorn Lande, da baixista Becky Baldwin e do baterista Karl Brazil.


