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Clapton aponta nas gravações antigas o caminho para além da técnica

O guitarrista afirma que Leroy Carr e Scrapper Blackwell ainda o ajudam a buscar beleza, simplicidade e sentimento na música.

Clapton aponta nas gravações antigas o caminho para além da técnica
Foto: Dave Kaplan - Universal Music

Eric Clapton vê o aprendizado musical como um percurso que não termina nos nomes mais conhecidos do rock e do blues. Para ele, músicos como Jimmy Page, Jeff Beck, Buddy Guy e B.B. King também devem ser compreendidos a partir das tradições que os precederam.

Essa perspectiva levou o guitarrista a recomendar que artistas mais jovens retornem às origens. Entre suas referências permanentes estão Leroy Carr, pianista, e Scrapper Blackwell, guitarrista, cuja parceria reuniu piano e guitarra em uma formação marcante do blues urbano.

“Não é sobre técnica. É sobre como aquilo soa e como faz você se sentir quando toca”, afirmou Clapton ao explicar por que continua recorrendo às gravações da dupla. Em outra declaração, ele resumiu a busca ao mencionar beleza, simplicidade e uma sensação produzida pela música.

Uma escuta que atravessa gerações

Carr e Blackwell trabalharam juntos entre o fim dos anos 1920 e a primeira metade dos 30. O diálogo entre o piano de Carr e a guitarra de Blackwell produzia um som menos bruto que o country blues de muitos contemporâneos, com linhas melódicas que influenciariam músicos posteriores.

A ligação de Clapton com esse repertório também apareceu em 1993, quando ele montou no Royal Albert Hall um espetáculo dedicado às raízes do blues. O programa incluiu obras de Carr, Blackwell, Muddy Waters e Howlin' Wolf, entre outros artistas associados à formação do gênero.

Na mesma conversa, Clapton ampliou o mapa de suas referências. Ele citou Robert Johnson, Blind Blake, Blind Boy Fuller, Blind Willie Johnson e Blind Willie McTell, além de nomes do jazz como Louis Armstrong, Jelly Roll Morton, Thelonious Monk, Charles Mingus e John Coltrane.

Embora Scrapper Blackwell tenha permanecido relativamente desconhecido do grande público, sua maneira de tocar ajudou a formar uma linguagem que passaria por Robert Johnson e chegaria a músicos britânicos como Clapton. Ao voltar a essas gravações, o guitarrista sustenta que a escuta musical pode encontrar respostas em elementos anteriores à fama e à exibição técnica.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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