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Keith Richards lamentou não ter visto Big Bill Broonzy tocar ao vivo

O guitarrista dos Rolling Stones descobriu Broonzy em imagens filmadas e o considerou uma referência central de sua formação no blues.

Keith Richards considera Big Bill Broonzy um dos músicos que mais influenciaram sua formação, mas nunca conseguiu vê-lo tocar ao vivo. Em entrevista à Guitar Player em 1992, o guitarrista citou Broonzy e Robert Johnson ao responder quais artistas do passado gostaria de ter acompanhado pessoalmente.

"Eu adoraria tê-lo visto ao vivo. Perdi por muito pouco", disse Richards. Broonzy morreu em 1958, quando o músico dos Rolling Stones tinha 14 anos e ainda não havia iniciado a trajetória que o levaria a tocar para estádios lotados.

A aproximação de Richards com o artista ocorreu por meio de um filme no qual Broonzy aparece interpretando “When Did You Leave Heaven” em um pequeno clube na Bélgica. A gravação permaneceu como uma referência para o guitarrista, que a descreveu como um registro raro, anterior à popularização desse formato.

O impacto dessas imagens também foi lembrado em um documentário da BBC sobre Broonzy. Eric Clapton, Ray Davies e o próprio Richards falaram sobre a força de vê-lo sozinho com o violão, em uma apresentação que lhes parecia distante de seu próprio tempo. Richards chegou a definir Broonzy como seu “número um”.

Ainda adolescente, o músico passou a ouvir, além de Broonzy, Jesse Fuller e Chuck Berry. Essa escuta contribuiu para sua ligação com o blues americano antes de os Rolling Stones transformarem repertório semelhante em parte de sua trajetória durante a invasão britânica.

Richards conheceu pessoalmente vários músicos que ajudaram a moldar seu modo de tocar, entre eles Muddy Waters, Howlin' Wolf e Chuck Berry. Broonzy, porém, permaneceu entre as exceções: sua presença chegou por discos e imagens, sem que a admiração pudesse ser acompanhada pelo encontro diante de um palco.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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