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Mick Jagger explicou por que os Stones deixaram o blues no início da carreira

Em entrevista de 1968, o vocalista afirmou que o público americano desconhecia os autores originais das canções tocadas pela banda.

Mick Jagger explicou por que os Stones deixaram o blues no início da carreira

Mick Jagger atribuiu o abandono do blues pelos Rolling Stones, ainda na primeira metade da carreira, ao desconhecimento do público americano sobre os artistas que haviam criado aquelas canções. Em entrevista à revista Rolling Stone em 1968, o vocalista citou Slim Harpo como exemplo e afirmou que a banda não queria permanecer indefinidamente dedicada ao gênero.

“Eles nunca souberam nada sobre isso, e é por isso que paramos de tocar blues”, disse Jagger. Segundo ele, a intenção era apresentar outros músicos ao público, e não continuar interpretando aquele repertório.

O repertório inicial dos Stones

Antes da contracultura e da expansão criativa da década, os Rolling Stones eram uma banda voltada ao blues e ao rhythm and blues, sob a liderança de seu fundador, Brian Jones. Entre as primeiras versões estavam “Come On”, de Chuck Berry, e “I'm a King Bee”, de Slim Harpo.

O grupo inglês ajudou a reacender o interesse por mestres americanos do blues, mas Jagger rejeitou a ideia de que os Stones fossem responsáveis por despertar o público para essas referências. Ao comentar a escolha de “I'm a King Bee”, ele questionou por que alguém ouviria a versão da banda quando poderia escutar a gravação de Slim Harpo.

A comparação com os Beatles também fazia parte do cenário daquele período. O grupo cedeu aos Stones a canção “I Wanna Be Your Man”, que alcançou a 12ª posição nas paradas britânicas, além de ter aparecido na televisão americana antes deles.

Em 1967, a distância entre as duas bandas pareceu aumentar. “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, tornou-se um marco da psicodelia, enquanto “Their Satanic Majesties Request”, dos Stones, foi tratado como uma resposta atrasada. A entrevista de Jagger foi resgatada recentemente pela Far Out Magazine.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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