A faixa “What Shall We Do Now?” foi retirada da versão original de “The Wall” porque o segundo lado do álbum ultrapassava o limite de duração do vinil. A música seria colocada depois de “Goodbye Blue Sky”, mas acabou substituída por “Empty Spaces”, composição mais curta construída a partir de uma ideia musical semelhante.
Roger Waters explicou a decisão em uma entrevista de 1979. Segundo ele, a faixa era longa, e o excesso de material obrigou o grupo a escolher o que seria eliminado durante a masterização. Como as duas músicas tinham essencialmente a mesma base, a versão mais extensa deixou de integrar o disco.
A mudança ocorreu quando o projeto já estava em sua fase final. Por isso, as primeiras cópias de “The Wall” chegaram às lojas com um detalhe contraditório: as letras de “What Shall We Do Now?” já estavam impressas no encarte, embora a gravação não aparecesse no álbum.
A faixa fora do disco
A ausência no vinil não encerrou a trajetória da música. “What Shall We Do Now?” passou a fazer parte dos shows de “The Wall”, foi incluída no filme de 1982 e depois apareceu no álbum ao vivo “Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980–81”.
Waters também afirmou que a composição era “bem legal” e que pretendia levá-la ao palco. A retirada, portanto, esteve relacionada à duração física do formato, não a uma avaliação negativa da música pelo Pink Floyd. A substituição preservou no álbum uma versão mais breve da mesma linha musical, enquanto a faixa cortada continuou circulando em outras apresentações e registros do projeto.



