Martin Gore declarou que odiava “Get the Balance Right!”, embora fosse o autor da música. Em entrevista, o integrante do Depeche Mode afirmou que aquela foi a única ocasião em que o grupo precisou entregar um single contra a própria vontade. Dave Gahan também apontou a faixa como sua menos favorita e disse que a intenção era fazer algo direto e dançante.
Lançada como single em janeiro de 1983, a música alcançou o 13º lugar na parada britânica e vendeu mais de 500 cópias. Depois, apareceu em compilações do grupo, entre elas o álbum americano “People Are People”, de 1984.
Uma produção fora do álbum
“Get the Balance Right!” surgiu durante uma fase de reorganização da banda. Vince Clarke, principal compositor do disco de estreia, havia deixado o Depeche Mode; Martin Gore passou a concentrar a escrita, e Alan Wilder entrou oficialmente na formação.
A composição não foi incluída em um álbum britânico de estúdio e permaneceu por pouco tempo no repertório de shows. Ainda assim, continuou associada a fãs e DJs. Seu lançamento ocorreu quando o grupo começava a trabalhar com o Synclavier, equipamento digital que ampliou as possibilidades sonoras, mas também trouxe dificuldades às gravações.
A faixa marcou ainda uma mudança no tratamento dos remixes de 12 polegadas. A versão “Combination Mix” já apresentava uma preocupação mais acentuada com formatos longos e voltados às pistas, procedimento que se tornaria parte importante da identidade do Depeche Mode.
Embora mantenha elementos do synthpop inicial, a música também registra sinais da abordagem mais complexa e sombria que o grupo desenvolveria depois em “Construction Time Again”, de 1983, e “Some Great Reward”, de 1984. Sua trajetória combina a rejeição expressa pelos autores com um desempenho comercial e uma importância específica na transformação do som da banda.


