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Jeff Beck revelou os guitarristas que mudaram sua escuta musical

Gene Vincent, Django Reinhardt, James Burton e Cliff Gallup foram referências decisivas na formação do guitarrista britânico.

Jeff Beck revelou os guitarristas que mudaram sua escuta musical

Antes de se tornar uma referência para outros instrumentistas, Jeff Beck viveu o impacto de descobrir que a guitarra poderia operar sob regras diferentes. O guitarrista associava essa transformação ao rock and roll dos anos 1950 e a músicos que ampliaram as possibilidades do instrumento elétrico.

Em 2018, ao explicar por que preferia nomes como Gene Vincent e Django Reinhardt a uma seleção restrita aos grandes bluesmen, Beck descreveu aquele contato como uma ruptura. “Eles foram a primeira explosão nuclear musical para mim”, afirmou. Na mesma resposta, disse que Jimmy Page provavelmente havia passado por experiência semelhante.

A investigação ao lado de Jimmy Page

James Burton ocupava um lugar especialmente importante nessa fase inicial. Beck afirmou que o considerava mais decisivo do que Earl Hooker naquele primeiro contato com a guitarra elétrica. Mais tarde, durante a adolescência, ele e Page passaram a investigar os créditos e as participações nos discos que ouviam, tentando descobrir quais músicos estavam por trás de determinadas gravações.

Os dois levavam essas descobertas um à casa do outro e discutiam músicos de estúdio e registros antigos. A formação acontecia por meio da escuta e da identificação dos instrumentistas, antes do acesso a recursos que detalhassem a execução de cada solo.

Gene Vincent foi uma presença central nesse processo. Beck colocou “Race With the Devil”, gravada com os Blue Caps, entre seus solos preferidos. Também classificou Cliff Gallup como “um gênio absoluto” e disse que precisou de meses de prática para se aproximar do que o guitarrista realizava naquela gravação.

Django Reinhardt representava uma vertente diferente. Beck admirava sua capacidade de transformar estruturas conhecidas por meio do fraseado, da melodia e da invenção. A partir dessas referências, sua escuta passou a reunir blues, rockabilly, jazz, Motown e, posteriormente, fusion.

A dificuldade de enquadrar Beck em uma categoria específica acompanha justamente a amplitude de suas influências. Para ele, porém, a questão parecia começar antes da técnica ou da reputação: o ponto de partida era o choque provocado pela primeira audição daqueles discos.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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