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Jimmy Page reconheceu em “Kashmir” uma nova dimensão para o Led Zeppelin

A faixa nasceu em Headley Grange e reuniu riff, bateria, orquestração e uma letra inspirada por viagens pelo Marrocos.

Jimmy Page reconheceu em “Kashmir” uma nova dimensão para o Led Zeppelin
Foto: Atlantic Records

A reação de Jimmy Page à conclusão de “Kashmir” veio antes de qualquer resposta do público. O guitarrista percebeu que a música havia alcançado uma combinação incomum, construída a partir de um riff simples, da bateria de John Bonham e de uma sensação contínua de movimento. “Havia algo realmente hipnótico nela”, recordou Page.

A composição começou a ganhar forma em Headley Grange, depois que Page apresentou o riff a Bonham. Os dois repetiram a sequência diversas vezes, explorando suas possibilidades e tentando descobrir até onde aquela estrutura poderia chegar. A intenção não era criar apenas outra música pesada, mas uma peça de escala maior, com uma dimensão quase cinematográfica.

Uma arquitetura além da guitarra

O arranjo também expressava essa ambição. Page imaginava metais e cordas como extensões do riff, capazes de acrescentar peso e cor sem enfraquecer a base formada com Bonham. John Paul Jones assumiu a orquestração a partir dessa direção que Page já tinha em mente.

Em uma entrevista posterior, Page afirmou que “Kashmir” estava entre as faixas nas quais o Led Zeppelin levou sua ideia de orquestração a um nível completo. A música, assim, não dependia apenas da força da guitarra: sua construção articulava diferentes camadas em torno da mesma sensação de expansão.

A letra escrita por Robert Plant não foi inspirada diretamente pela região da Caxemira. A referência veio de viagens pelo Marrocos, enquanto o título operava como uma imagem de distância, deslocamento e busca. A música procurava reproduzir a impressão de uma estrada aparentemente interminável.

Page considerava “Physical Graffiti” um registro do funcionamento do Led Zeppelin em seu ambiente natural. Nesse conjunto, mencionava “Kashmir”, “In the Light” e “Ten Years Gone” como exemplos do lado mais ambicioso da banda. Outras faixas, por sua vez, preservavam uma espontaneidade próxima da jam.

Com o passar das décadas, “Kashmir” permaneceu entre os momentos centrais do Led Zeppelin para os próprios integrantes. O impacto inicial, porém, está na certeza manifestada por Page quando a faixa foi concluída: para ele, algo havia se encaixado de maneira rara.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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