Cultura com voz
Música

A leitura de Dostoiévski que Nando Reis associa ao início do consumo de vodca

Em vídeo sobre sua biblioteca, o compositor relembra como Crime e Castigo o levou a buscar toda a obra do escritor russo.

Nando Reis relaciona sua imersão na obra de Fiódor Dostoiévski ao início do consumo de vodca e afirma que o hábito lhe trouxe um problema importante na vida. O relato aparece em um vídeo no qual o compositor apresenta sua biblioteca e fala sobre os livros que marcaram sua formação.

A aproximação com o escritor ocorreu aos 15 anos, quando Reis encontrou Crime e Castigo em uma banca de jornal. Ele estava no intervalo entre os dois ônibus que usava para chegar à escola. O romance fazia parte de uma coleção de clássicos em capa dura lançada pela Editora Abril, e o título despertou seu interesse antes que soubesse do que tratava a história.

O compositor comprou o livro durante um fim de semana e adoeceu logo depois, com uma gripe forte e febril. Permaneceu em casa e terminou a leitura em dois dias. A febre, a narrativa e o estado do protagonista se misturaram em sua experiência: Raskólnikov atravessa o romance em meio a uma alucinação, e Reis afirmou ter se identificado com essa condição. “Eu simplesmente pirei”, disse.

A coleção do avô

Depois dessa leitura, ele passou a procurar tudo o que encontrasse de Dostoiévski. Na casa do avô, havia a coleção completa do autor, que Reis leu integralmente. Também buscou outros escritores russos, mas descreve a influência de Dostoiévski como especialmente profunda.

“Eu fiquei um Dostoiévski maníaco”, afirmou o compositor. Na sequência, associou essa obsessão literária ao começo do consumo de vodca e ao problema que, segundo ele, o acompanhou em sua vida.

A admiração pelo escritor permanece. Reis cita O Idiota, Os Irmãos Karamázov e Memórias do Subterrâneo como obras-primas e chama Dostoiévski de genial. Em sua biblioteca, mantém uma biografia do autor publicada pela Edusp, comprada recentemente e ainda não lida. A obra reúne cerca de oito volumes e algo próximo de 5.000 páginas.

O compositor explica que seu impulso de ler toda a produção de um autor está ligado a uma personalidade compulsiva e ao hábito de colecionar. Ele costuma querer percorrer os livros em ordem cronológica, embora reconheça que esse método pode fazê-lo travar diante de uma obra que considera menos boa. O vídeo faz parte de uma série de conversas sobre leitura, gravada na casa onde mora há um ano.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.