Louisa Livingstone, identificada em 2020 como a modelo da figura fantasmagórica na capa do primeiro álbum do Black Sabbath, lançou uma ópera-rock inspirada em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. A obra foi criada com auxílio de inteligência artificial e recebeu o título de Alice.
O lançamento é um EP de cinco faixas, concebido por Livingstone sob o nome artístico Indreba, abreviação de “Incredible Dream Band”. A artista descreve o projeto como “uma ópera rock psicodélica centrada em Alice”, personagem que retorna para investigar o universo da internet e da IA em 2026. As músicas apresentam a narrativa em sequência, da primeira à quinta faixa, com mudanças musicais e letras como elementos centrais da jornada.
A personagem da capa
A identificação de Livingstone encerrou meio século de mistério em torno da mulher retratada no álbum de estreia do Black Sabbath. No início deste ano, ela também lançou duas canções relacionadas à sua presença na história da banda: Witch Woman, referência à aparição na capa, e The Woman By The Mill, inspirada no Mapledurham Watermill, em Oxfordshire, local da fotografia.
“Witch Woman” surgiu do nada, como uma ideia repentina do que eu poderia fazer, afirmou Livingstone. Segundo a artista, fãs do Black Sabbath receberam bem as músicas, produzidas deliberadamente no gênero metal e direcionadas a esse público.
Lançado em 13 de fevereiro de 1970, o primeiro disco do Black Sabbath é considerado precursor do heavy metal. O álbum recebeu disco de platina nos Estados Unidos e discos de ouro na Inglaterra e no Canadá.
As gravações foram realizadas em doze horas, em 16 de outubro de 1969. Com exceção dos efeitos na faixa de abertura, de algumas dobras de guitarra e de passagens acústicas, os músicos gravaram juntos. O repertório inclui composições próprias e versões de “Evil Woman”, do Crow, lançada como single, e “Warning”, do The Aynsley Dunbar Retaliation.


